<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158</id><updated>2012-01-09T00:40:34.030-02:00</updated><category term='conto'/><category term='Parábola'/><category term='dança'/><category term='fábula'/><category term='zeca baleiro'/><category term='lembranças'/><category term='poesia'/><category term='coisa muito antiga'/><category term='pablo neruda'/><category term='coisa antiga'/><category term='momento bilíngue'/><category term='Considerações'/><category term='micro-conto'/><category term='música'/><category term='rap'/><category term='forró'/><category term='filme'/><category term='zé geraldo'/><category term='sextina'/><category term='gog'/><title type='text'>Stive Ferreira</title><subtitle type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;"When I was a little, used to dream I was a king. Now, they taught me how to sing. Think I've got most everything I could ever ask for".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4453049521379658237</id><published>2012-01-08T15:19:00.003-02:00</published><updated>2012-01-08T15:32:28.169-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa muito antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Hoje vou-me embora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt; 

Hoje vou-me embora;&lt;br&gt;
Deixo para trás saudades.&lt;br&gt;
Hoje vou-me embora;&lt;br&gt;
Mas, talvez, Novembro volte.&lt;p&gt;

Hoje vou-me embora;&lt;br&gt;
Deixo para trás saudosos.&lt;br&gt;
Hoje vou-me embora;&lt;br&gt;
E, talvez, Novembro volte.&lt;p&gt;

Novembro é aniversário...&lt;p&gt;

Hoje vou-me embora;&lt;br&gt;
Deixo para trás amores.&lt;br&gt;
Hoje vou-me embora;&lt;br&gt;
Mas Novembro voltarei.&lt;p&gt;

Hoje vou-me embora;&lt;br&gt;
Deixo para trás rancores.&lt;br&gt;
Hoje vou-me embora;&lt;br&gt;
E Novembro voltarei.&lt;p&gt;

Novembro é aniversário...&lt;p&gt;

Amanhã já terei ido embora;&lt;br&gt;
Para trás deixarei amores e rancores, saudades e saudosos.&lt;br&gt;
Ah! Mas não me esquecerei...&lt;br&gt;
Novembro voltarei;&lt;br&gt;
Novembro é aniversário de quem eu tanto amei.&lt;br&gt;

&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4453049521379658237?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4453049521379658237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4453049521379658237&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4453049521379658237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4453049521379658237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2012/01/hoje-vou-me-embora.html' title='Hoje vou-me embora'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-1536393320036787324</id><published>2011-12-28T11:03:00.002-02:00</published><updated>2011-12-28T11:12:55.217-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sextina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>O poeta e a bailarina (Sextina)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt; 

Um papel no bolso deste poeta&lt;br&gt;
É um procurar por inspiração&lt;br&gt;
Este ofício que nos ensina a musa&lt;br&gt;
E que nos faz dar vida nova à pena&lt;br&gt;
Basta a visão de duas sapatilhas&lt;br&gt;
Porque sobre elas vê-se a bailarina&lt;p&gt;

A este olhar é só encanto a bailarina&lt;br&gt;
Serventia tem a folha do poeta&lt;br&gt;
O mundo é um par de sapatilhas&lt;br&gt;
O mundo é sua grande inspiração&lt;br&gt;
Há razão para o escrever de sua pena&lt;br&gt;
Há canção naquilo que diz a musa&lt;p&gt;

Que canto suave possui esta musa&lt;br&gt;
Como gira com graça a bailarina&lt;br&gt;
Escrever é tudo o que faz a pena&lt;br&gt;
Pelo engenho e pela arte do poeta&lt;br&gt;
Que agora encontrou nova inspiração&lt;br&gt;
Não na dor no peito e sim sapatilhas&lt;p&gt;

Estes olhos seguem as sapatilhas&lt;br&gt;
Que dão graça e movimento a sua musa&lt;br&gt;
Cada movimento é uma inspiração&lt;br&gt;
Lhe inspira a dançar como a bailarina&lt;br&gt;
Mas não cabe este dançar ao poeta&lt;br&gt;
Seu dever e tradição é sua pena&lt;p&gt;

Como o papel espera pela pena&lt;br&gt;
Assim pés esperam por sapatilhas&lt;br&gt;
Mas quem esperará pelo poeta?&lt;br&gt;
E para quem será o canto da musa?&lt;br&gt;
E quem esperaria que a bailarina&lt;br&gt;
Fizesse brotar nova inspiração?&lt;p&gt;

E já não há falta de inspiração&lt;br&gt;
E nem falta trabalho para a pena&lt;br&gt;
Sobram movimentos à bailarina&lt;br&gt;
Para estes dois pés bastam sapatilhas&lt;br&gt;
E se é verdade que existe uma musa&lt;br&gt;
É verdade que existe este poeta&lt;p&gt;

E esta musa é mais que inspiração&lt;br&gt;
A bailarina sabe usar a pena&lt;br&gt;
E o poeta quer duas sapatilhas&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-1536393320036787324?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/1536393320036787324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=1536393320036787324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1536393320036787324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1536393320036787324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/12/o-poeta-e-bailarina-sextina.html' title='O poeta e a bailarina (Sextina)'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-7211849071306059045</id><published>2011-09-30T20:07:00.004-03:00</published><updated>2011-09-30T20:17:52.348-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O Lago</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;


Eu lembro quando tudo começou. Um pequeno incidente que eu não pudera prever. Andava distraído sem saber para onde ia, mas ia mesmo assim. À minha frente avistei uma pequena poça que julguei ser menor que meu salto e saltei.&lt;p&gt;
 Não sei dizer da sensação que eu senti. Nem sei dizer se senti coisa alguma. Foi mais um não-sentir. Como se em um instante não pudesse me recordar da sensação que é o sentir. Como se o mundo tivesse deixado de ser mundo naquela fração de segundo. Talvez um lapso – o mundo se esquece que é mundo – um pequeno lapso. Uma pequena distração e já não somos quem éramos.&lt;p&gt;
 Um corpo salta sobre uma poça. O corpo é maior que a poça. Ou será que a poça era maior que o corpo? Ainda não era possível sentir – logo, medir tornara-se impossível; posto que medir é uma forma de sentir. Mas, se a poça é maior que o corpo, a poça já não é mais poça. Mas o corpo ainda é corpo e mergulha em um imenso lago. Submerso, emerge a consciência novamente.&lt;p&gt;
 Era o que rezava a lenda. Aquelas estórias antigas que foram passadas através de gerações, de boca em boca, ainda em sociedades ágrafas. Mas como crer que aquilo que vai no papel é o que realmente dançava na boca dos antigos? Ainda que seja belo, parecerá sempre irreal. Sempre parecera irreal. Mas, agora, submerso, a compreensão vem à tona; porém, o corpo, permanece em seu mergulho estático – não como se flutuasse, mas como se fizesse parte daquilo tudo que lhe ronda e circunda; como se aquilo que lhe delimita também fosse aquilo que lhe tornasse maior. Não era como se o líquido ao redor do corpo tocasse o corpo. Era como se fosse o próprio corpo a se tocar.&lt;p&gt;
 E o mergulho continua. Quanto mais o corpo cai, mais a consciência aflora. E o corpo já não é corpo. E o corpo já não é lago. O corpo é um rio que corre em direção ao mar e deságua em si mesmo. Depois vem dar à praia, banhando a areia. O corpo é solidão na areia da praia. O corpo é solidão em alto-mar. O corpo é um corpo encharcado. O corpo é um corpo molhado que o Sol não pode secar.&lt;p&gt;
 Mas a poça é menor que o corpo e, dessa forma, a poça não é lago nem é difícil de se saltar. E o corpo é apenas corpo – não é lago, nem é mar. O corpo não é solidão à beira-mar. O corpo vence a poça em um salto. O salto dura uma fração de segundo. E em uma fração de segundo muita coisa pode mudar.&lt;p&gt;
 É claro, eu devo admitir, que o brilho de seus olhos e a alegria de seu sorriso não deixariam eu me enganar – assim como as palavras que suas mãos me disseram ao me encontrar – mas, foram seus cabelos molhados, sua roupa ensopada, seu corpo encharcado que me fizeram crer sem duvidar:&lt;p&gt;

 - Ela também se banhara no lago do amor.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-7211849071306059045?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/7211849071306059045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=7211849071306059045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7211849071306059045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7211849071306059045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/09/o-lago.html' title='O Lago'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-337828473213245212</id><published>2011-08-25T20:13:00.003-03:00</published><updated>2011-08-26T07:50:11.925-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Quando a beleza deitou-se sob um céu estrelado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Queria lhe mandar noticias, daqui de onde estou, mas não sei precisar a que distância me encontro ou quanto tempo levará até que eu esteja de volta. Mas o meu desejo de voltar é minha companhia constante nesta terra estranha.&lt;p&gt;

E penso em lhe escrever dizendo quem eu ainda sou, com quem eu agora me pareço, mas nada por aqui parece ser o mesmo por muito tempo. E os meus sonhos se repetem todas as noites nesta terra distante.&lt;p&gt;

Em cada lugar me detenho um pouco, mas logo que chego já estou pensando em partir. Meus fantasmas me perseguem eu procuro por você.&lt;p&gt;

Quando em algum sorriso me detenho um pouco mais, me entorpeço em um esquecimento que quase me faz desaparecer. E eu luto contra o desejo de não querer lutar. E eu luto contra o desejo não querer se deixar ficar. E me pergunto por quanto tempo um novo sorriso permanecerá em meu caminho.&lt;p&gt;


E o meu caminho é lutar e me preparar para a luta. Só que estar preparado para o combate e mais desgastante do que realmente combater. Então, quando eu chegar, combalido de batalhas infrutíferas e com a guarda baixa – não por finalmente crer que o perigo se foi e sim apenas por não mais querer guerrear – não avance contra meu flanco desprotegido. E quando o meu olhar estiver perdido em algum ponto no horizonte, não se aproxime sorrateiramente com o intuito de me subjugar. Ao invés disso, baixe também a sua guarda, mergulhe em pensamentos vazios e deixe seus olhos marejarem-se diante de toda beleza que existe no mundo.&lt;p&gt;

Mas se não fores capaz de ver beleza na opacidade de tudo o que lhe cerca, invente uma beleza qualquer e deixe-se levar por esta sensação que, se não lhe liberta, ao menos não lhe prende nem paralisa.&lt;p&gt;

Porque eu quero lhe encontrar assim: olhar perdido no nada, pensamento distante de tudo, o corpo nu e o espírito liberto; deitada sobre a relva, sob um céu de estrelas.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt; 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-337828473213245212?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/337828473213245212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=337828473213245212&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/337828473213245212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/337828473213245212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/08/quando-beleza-deitou-se-sob-um-ceu.html' title='Quando a beleza deitou-se sob um céu estrelado'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3807180573384698031</id><published>2011-07-31T15:20:00.006-03:00</published><updated>2011-07-31T15:27:36.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>As flores de seu jardim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;

Eu estou em frente ao portão de sua casa;&lt;br&gt;
E não trago flores em meus braços;&lt;br&gt;
Nem há flores em seu jardim;&lt;br&gt;
Quando eu amanheci nesta manhã cinzenta;&lt;br&gt;
Meu desejo não era construir um novo começo;&lt;br&gt;
Posto que toda a minha esperança é ver diferenciar este fim.&lt;p&gt;

Eu estou em frente ao portão de sua casa;&lt;br&gt;
E a chuva que não toca o meu corpo;&lt;br&gt;
Não molha as flores de seu jardim;&lt;br&gt;
Quando você trovejou e relampejou em um dia ensolarado;&lt;br&gt;
Meus olhos viram uma vertigem se aproximar;&lt;br&gt;
Abrir um abismo sob os meus pés e me tragar.&lt;p&gt;

Eu estou em frente ao portão de sua casa;&lt;br&gt;
E meus passos indecisos não me mostram uma direção;&lt;br&gt;
Nem podem me levar até as flores de seu jardim;&lt;br&gt;
Era ainda manhã clara quando a noite fez-se forte em seu coração;&lt;br&gt;
E meu amanhecer tornou-se luta entre as sombras que se formam na escuridão.&lt;p&gt;

Eu estou em frente ao portão de sua casa;&lt;br&gt;
E minhas lembranças me procuram em um desejo de se reavivar;&lt;br&gt;
Mas eu não procuro pelas flores de seu jardim;&lt;br&gt;
Quando a melodia de sua voz fazia o mundo girar e me entorpecia;&lt;br&gt;
Eu não fora capaz de perceber que você anoiteceu enquanto eu ainda amanhecia.&lt;p&gt;

Eu estou em frente ao portão de sua casa;&lt;br&gt;
Eu sou uma flor em seu jardim.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3807180573384698031?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3807180573384698031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3807180573384698031&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3807180573384698031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3807180573384698031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/07/as-flores-de-seu-jardim.html' title='As flores de seu jardim'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-2066540327074635050</id><published>2011-06-19T11:26:00.004-03:00</published><updated>2011-06-23T23:34:21.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Lamento Noturno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt; 
Ah! Se ao menos ela não fosse tão bonita;&lt;br&gt;
Ou se ao menos as formas do corpo dela não fossem tão perfeitas;&lt;br&gt;
Ou se ao menos eu não tivesse me detido demoradamente nos movimentos daquele corpo que tão harmoniosamente dançava pelo salão;&lt;br&gt;
Ah!... Talvez eu pudesse me convencer de que estaria sonhando acordado.&lt;p&gt;

Ah! Se ao menos eu não fosse capaz de acreditar em amor à primeira vista;&lt;br&gt;
Ou se ao menos a melodia sinuosa daquela voz não tivesse entrado em meus ouvidos e impregnado minha alma;&lt;br&gt;
Ou se ao menos eu tivesse certeza de que partir agora não deixaria um gosto amargo em minha boca;&lt;br&gt;
Ah!... Talvez eu fosse capaz de ir embora sem olhar para trás.&lt;p&gt;

Ah! Se ao menos eu nunca tivesse conversado com ela;&lt;br&gt;
Ou se ao menos conversar com ela não tivesse feito com que eu me sentisse tão bem;&lt;br&gt;
Ou se ao menos todas aquelas coisas em comum que descobrimos ter durante nossa conversa fossem ainda desconhecidas;&lt;br&gt;
Ah!... Talvez eu pudesse me convencer de que ela é apenas um produto de minha fantasia.&lt;p&gt;

Quando amanhã a manhã romper novamente expulsando o sol de sua morada;&lt;br&gt;
Não me negue seu calor, sua beleza.&lt;br&gt;
Eu quero ser o canto que permeia a canção que acompanha o seu dançar pela madrugada;&lt;br&gt;
Nada além disto almejo, és minha certeza.
&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-2066540327074635050?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/2066540327074635050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=2066540327074635050&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2066540327074635050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2066540327074635050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/06/lamento-noturno.html' title='Lamento Noturno'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-7319795649416110241</id><published>2011-05-26T09:54:00.005-03:00</published><updated>2011-06-02T13:41:28.318-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Epístrofe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt; 
O que mais me fascina nela não é ela;&lt;br&gt;
Mas o jeito dela;&lt;br&gt;
O jeito dela ser ela fora dela;&lt;br&gt;
Como se ela estivesse a procurar por ela;&lt;br&gt;
Sei lá... Isso é coisa dela.&lt;p&gt;

O que mais me fascina nela;&lt;br&gt;
É ver o rádio cantar a música junto com ela;&lt;br&gt;
Dançando no ritmo dela;&lt;br&gt;
Inventando uma letra diferente daquela;&lt;br&gt;
Tornando tarefa difícil, senão impossível, o meu desejo de querer cantar com ela.&lt;p&gt;

Mas, às vezes, eu canto com ela;&lt;br&gt;
Outras vezes, brincando de cantá-la, eu canto pra ela.&lt;br&gt;

E falo de um amor que não existe só pra me banhar no sorriso dela;&lt;br&gt;
E invento uma saudade de momento só pra ter do que falar pra ela.&lt;p&gt;

Às vezes ela finge que não acredita, mas, fingir que não entende é o charme dela;&lt;br&gt;
E eu pinto de cinza os dias multicoloridos que eu canto pra ela.&lt;p&gt;

O que mais me fascina nela não é ela;&lt;br&gt;
É o jeito dela ser ela;&lt;br&gt;
Sem querer ser aquilo que não é ela;&lt;br&gt;
Sem se importar com aquilo que não é dela.&lt;p&gt;

Então eu faço uma canção pra ela;&lt;br&gt;
Dizendo como é bom ficar perto dela;&lt;br&gt;
Cantando a saudade que eu sinto dela;&lt;br&gt;
Harmonizando o amor que eu guardo pra ela.&lt;p&gt;

Mas eu traio a mim mesmo quando me vejo refletido no brilho do olhar dela;&lt;br&gt;
E digo que a canção não é pra ela;&lt;br&gt;
E digo que meus versos não são sobre ela.&lt;p&gt;

E ela, que sempre fizera de minhas mentiras a verdade dela;&lt;br&gt;
Não consegue perceber que a minha verdade é outra mentira pra ela.&lt;p&gt;

E já não há vestígios dela;&lt;br&gt;
Nem de terras distantes me chegam notícias sobre ela;&lt;br&gt;
Então eu utilizo uma figura de linguagem para prestar uma homenagem a ela;&lt;br&gt;
Pois, tudo o que me restou é apenas uma canção e o meu fascínio por ela.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-7319795649416110241?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/7319795649416110241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=7319795649416110241&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7319795649416110241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7319795649416110241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/05/epistrofe.html' title='Epístrofe'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-874706630972818792</id><published>2011-04-22T12:04:00.004-03:00</published><updated>2011-05-15T12:02:18.388-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Quando o amor morreu três vezes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; 

A primeira vez que eu vi o amor morrer, eu não sei dizer se a culpa foi minha ou do amor. Creio que de ambos, pois, éramos, à época, igualmente inseguros e principiantes na arte de amar. Assim sendo, eu não dei muita atenção quando eu vi o amor brincar imprudentemente de equilibrar-se sobre a mureta da sacada do edifício. E quando o amor caiu e surdamente gritou por socorro, ainda que eu tenha tentado, não fui capaz de correr ao seu encontro e segurar suas mãos. E pude ver o amor estatelar-se ao solo enquanto dava seu último suspiro, me fazendo sentir como se fosse eu quem morria naquele momento.&lt;p&gt;
 Quando eu encontrei o amor novamente, não tinha mais a insegurança daqueles que precisam de apoio para manterem-se de pé. E o amor tão pouco parecia precisar de mim ou de quem quer que fosse. Então fiz pouco do amor que parecia fazer pouco de mim. Dessa forma não dei muita atenção quando vi o amor brincar de equilibrar-se sobre os trilhos do trem como quem não fosse capaz de ouvir a buzina de alerta da locomotiva que se aproximava. Dessa vez havia tempo de salvar o amor e corri ao seu encontro, mas tropecei em minhas próprias pernas e caí a alguns metros do amor, que foi arrastado e despedaçado, me fazendo sentir como se fosse a minha carne que se rasgava por entre as ferragens daquele trem.&lt;p&gt;
 Da última vez que eu vi o amor morrer foi quando eu também morri. Feito água que escorre por entre os dedos quando tentamos segurá-la nas mãos, o amor passou por mim. Feito onda que se quebra na pedra, o amor se desfez em frente a mim. Feito daquilo que eu sou, me senti como se não fosse feito de nada quando o amor se desfez de mim.&lt;p&gt;
 Por isso me espantei quando ouvi novamente de amor falar. Eu, que vira o amor morrer três vezes, ouvia agora de uma boca embriagada que o amor ainda vivia. Que, às vezes, sim, ele agonizava e até se enfraquecia, mas, morrer, nunca morria.&lt;p&gt;
 Então me embriaguei nessas palavras e mergulhei dentro de mim mesmo à procura do amor, sem saber se vivia um sonho ou se delirava febrilmente ao querer reencontrar algo que eu não sabia se ainda existia.&lt;p&gt;
 E quando eu reencontrei o amor, foi difícil reconhecê-lo a um primeiro olhar. Estava mais velho e mais cansado, o corpo ferido, o coração alquebrado. Assustou-se quando me aproximei, mas logo me reconheceu e sorriu tristemente. Retribui o mesmo sorriso tímido e lhe ofereci o meu braço. O amor aceitou e voltamos para casa.&lt;p&gt;
 Agora o amor está deitado na cama e eu lhe preparo uma canja para lhe aquecer o espírito. Já não está mais cansado, nem parece tão velho. Noite passada relembramos o episódio do trem e rimos gostosamente.&lt;p&gt;






&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-874706630972818792?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/874706630972818792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=874706630972818792&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/874706630972818792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/874706630972818792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/04/quando-o-amor-morreu-tres-vezes.html' title='Quando o amor morreu três vezes'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-8695024896404950315</id><published>2011-03-26T15:13:00.002-03:00</published><updated>2011-03-26T15:33:24.847-03:00</updated><title type='text'>Uma noite fria, triste e chuvosa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; 

Eu nunca me lembro de você quando o tempo está bom e eu estou me sentindo bem e confortável. Mas quando a chuva me encontra inesperadamente em meu caminho de volta pra casa, você aparece novamente em meus pensamentos.&lt;br&gt;
Eu só me lembro de você quando chove.&lt;p&gt;

Eu nunca penso em você quando o sol brilha forte no céu e sua luz desce sobre o mundo feito um imenso manto a nos aquecer. Desde o momento em que ele nasce nos campos até o instante em que se esconde atrás dos arranha-céus da cidade anunciando o fim de mais um dia, nem mesmo um pequeno fragmento de pensamento a seu respeito passa pela minha cabeça. Mas quando a noite cai e sua escuridão cobre a cidade na forma de um imenso abraço frio, eu penso em você.&lt;br&gt;
Eu só penso em você quando anoitece.&lt;p&gt;

Eu nunca sinto a sua falta na mesa de um bar, cercado de amigos, onde o alto teor etílico faz par com a alegria. Na cacofonia do ambiente onde corpos se confundem e bocas se procuram, não é possível nascer uma lembrança a seu respeito. Mas quando o silêncio me reencontra e me acompanha de volta pra casa, eu me lembro de você.&lt;br&gt; 
Eu só sinto a sua falta quando estou triste.&lt;p&gt;

Eu não tenho lembrado de você ultimamente.&lt;br&gt;
Eu não tenho pensado em você ultimamente.&lt;br&gt; 
Eu nem mesmo tenho sentido a sua falta ultimamente.&lt;p&gt;

Mas tem acontecido algo estranho e isto eu preciso lhe dizer:&lt;p&gt;

Os dias têm parecido ser uma sucessão de noites frias, tristes e chuvosas.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-8695024896404950315?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/8695024896404950315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=8695024896404950315&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8695024896404950315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8695024896404950315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/03/uma-noite-fria-triste-e-chuvosa.html' title='Uma noite fria, triste e chuvosa'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3807403669907399238</id><published>2011-02-19T20:06:00.005-02:00</published><updated>2011-02-19T20:30:04.831-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momento bilíngue'/><title type='text'>Se... por acaso (If... by chance)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;h3&gt;Se... por acaso...&lt;/h3&gt;

Se você, por acaso, passasse por mim, talvez você não fosse capaz de me reconhecer a um primeiro momento. Por que a forma como eu aprendi a manter a minha cabeça erguida desviaria suas lembranças para um pequeno garoto que tinha dificuldade em encarar o mundo sem medo.&lt;p&gt;

E você continuaria seu caminho em frente sem ao menos olhar para trás.&lt;p&gt;

Se os nossos olhos, por acaso, se encontrassem, provavelmente, por um breve momento, você acreditaria que aquela pessoa à sua frente tocou alguma coisa no fundo de sua alma. Entretanto, devido a improvável força que você veria nestes olhos,você não acreditaria que estes olhos (que agora vêem o mundo com um pouco de indiferença lhe fazendo duvidar se esta indiferença é porque eles não se importam ou apenas porque eles gostariam de passar a impressão de que não se importam.) são os mesmos olhos que você lembra-se de ter conhecido, uma vez que eles não são nada parecidos.&lt;p&gt;

E um pouco abalada pela confusão onde você acabou se encontrando, você seguiria seu caminho em frente sem ao menos olhar para trás.&lt;p&gt;

Se nossos corpos, por acaso, tocassem um ao outro por um breve momento, mesmo que suas lembranças não conseguissem ver um pequeno garoto no homem que passa tão próximo de seu corpo ou mesmo que seus olhos não pudessem decidir indubitavelmente no crescimento da auto-estima, certamente, o calor de nossos corpos iriam nos levar de volta a um tempo em que jovens corações faziam planos sem saber que planos feitos com tão pouca idade normalmente dão errado.&lt;p&gt;

E mesmo que nós dois continuássemos nossos caminhos em frente seria quase impossível não olhar para trás.&lt;p&gt;

&lt;h3&gt;&lt;i&gt;If... by chance...&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;

If you by chance pass by me, maybe you wouldn’t be able to recognize me at a first sigh. Because the way I’ve learned to keep my head up right would misguided you to a little boy who used to find it hard to face the world fearless.&lt;p&gt;

And you would keep your way ahead without looking back.&lt;p&gt;

If your eyes by chance meet my eyes, probably, for a brief moment, you would believe that that person in front of you has touched something deep inside in your soul. Although due to the unlikely strength you would see in those eyes, you would not believe that those eyes (which now see the world with a little bit of indifference making you doubt weather that indifference is because they don’t care or just because they want to pass the impression that they really don’t care) are the same eyes you remember knowing just because they don’t fit each other well.&lt;p&gt;

And a little dizzy about the confusion you find yourself in you would keep your way ahead without looking back.&lt;p&gt;

If our bodies by chance touch each other for a little while, even if you can’t recall a little boy from the man who would pass closely by your side or even though your eyes won’t be able to decide doubtless in the growth of confidence, certainly, the warmness bodies’ touch would hijack us back to a time where young hearts used to make plans without knowing that  plans which are made in a so early age normally went wrong.&lt;p&gt;

And even both of us keeping our way ahead it would close to impossible not looking back.&lt;p&gt;&lt;/i&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3807403669907399238?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3807403669907399238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3807403669907399238&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3807403669907399238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3807403669907399238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/02/se-por-acaso-if-by-chance.html' title='Se... por acaso &lt;i&gt;(If... by chance)&lt;/i&gt;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-1254583906232772589</id><published>2011-01-20T21:18:00.012-02:00</published><updated>2011-01-20T21:54:32.085-02:00</updated><title type='text'>Os Espelhos de Narciso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjGvEfN2KI/AAAAAAAAAE4/sMGbwJ6WWIA/s1600/viol%25C3%25A3o.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjGvEfN2KI/AAAAAAAAAE4/sMGbwJ6WWIA/s200/viol%25C3%25A3o.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564415851577071778" /&gt;&lt;/a&gt; Fotografias são o mote constante e preferido dos poetas. Há algo de mágico nesta possibilidade de congelar o tempo em forma de imagem. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Renato_Russo" target=_blank&gt;Renato Russo&lt;/a&gt; já se utilizou do tema em &lt;a href="http://www.legiao.org/l_7_vamos.html" target=_blank&gt;Vamos fazer um filme&lt;/a&gt;, assim como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chrissie_Hynde" target=_blank&gt;Chrissie Hynde&lt;/a&gt;, vocalista do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Pretenders" target=_blank&gt;Pretenders&lt;/a&gt;, em &lt;a href="http://letras.terra.com.br/the-pretenders/31622/" target=_blank&gt;Back on the chaing gang&lt;/a&gt;; em versos inicias tão parecidos que nos fica sempre a dúvida se uma canção não inspirou a outra.&lt;p&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjDu2tQLkI/AAAAAAAAAEQ/kHLjV3VDvkI/s1600/deitado%2Bno%2Bsof%25C3%25A1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjDu2tQLkI/AAAAAAAAAEQ/kHLjV3VDvkI/s320/deitado%2Bno%2Bsof%25C3%25A1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564412549342965314" /&gt;&lt;/a&gt; Mas eu queria falar de fotografias sob uma outra perspectiva, não como alguém que encontrasse a foto de um ex-amor e sentisse seu mundo ser levado de volta a algum lugar de seu passado, como na visão de Chrissie; ou ainda apenas um sentimento de incredulidade diante de tudo que não existe mais, de acordo com a visão de Renato.&lt;p&gt;


&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjEJ_XWYNI/AAAAAAAAAEY/SUzkaX-3QgI/s1600/teatro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 172px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjEJ_XWYNI/AAAAAAAAAEY/SUzkaX-3QgI/s200/teatro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564413015523483858" /&gt;&lt;/a&gt;Quero falar sobre fotografias sob uma visão menos romântica e mais narcisística. Como se fosse possível a Narciso debruçar-se amiúde sobre o rio sem jamais deixar-se cair e se afogar. Será que Narciso ao ver seu reflexo mudar com o tempo, ainda reconheceria, neste reflexo, ele mesmo? Seu amor por si próprio permaneceria intacto mesmo que aquilo que lhe causa este amor continuasse a mudar sempre e sempre?&lt;p&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjErBHwHzI/AAAAAAAAAEg/v8hbxip9wZ4/s1600/Desenho%2B-%2Bmaria.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 146px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjErBHwHzI/AAAAAAAAAEg/v8hbxip9wZ4/s200/Desenho%2B-%2Bmaria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564413582930616114" /&gt;&lt;/a&gt;A gente muda primeiro ao olhar do outro para só então mudarmos ao nosso próprio olhar. E isto se realmente mudarmos. Explico-me: Enquanto o olhar do outro admira-se que aquele garotinho vai tornando-se rapidamente um rapagão, o garoto-quase-rapaz mal se apercebe que o armário de copos está cada dia mais “baixo” e a pia, hoje mais alta com o auxílio de pés maiores, antes só era alcançada com uma cadeira.&lt;p&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjFLcWzLPI/AAAAAAAAAEo/eTFpM4EsYsQ/s1600/img043.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 131px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjFLcWzLPI/AAAAAAAAAEo/eTFpM4EsYsQ/s200/img043.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564414139997302002" /&gt;&lt;/a&gt;Mas é difícil perceber o que muda quando você é aquilo que está mudando. O que conta é sempre o momento presente. Se Narciso, ao olhar-se no rio, permanecesse ali, olhando para si mesmo durante cinqüenta anos, ainda que durante esse tempo ele realmente mudasse, para ele, ele nunca mudaria. Sem o olhar do outro a espantar-se com a mudança de Narciso, Narciso nunca mudaria, ou, ao menos, não perceberia tal mudança.&lt;p&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjGMrmWYFI/AAAAAAAAAEw/ud9RNuWjk2s/s1600/Stive20_11.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 159px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjGMrmWYFI/AAAAAAAAAEw/ud9RNuWjk2s/s200/Stive20_11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564415260780552274" /&gt;&lt;/a&gt;Mas, imaginemos que Narciso tivesse um álbum de fotografias (o olhar da câmera seria como o olhar do outro), então ele veria que além dele mesmo, ele fôra muitos outros. E Narciso ficaria muito confuso ao perceber que o fato dele ser ele e todos estes outros não encerrasse confusão alguma, porque indiferente ao fato de como mudamos nas fotografias à medida que os anos se passam, penso que esta mudança é apenas um aspecto físico. E ainda que esta mudança física traga junto com ela outras mudanças psíquicas e emocionais, há algo que permanece imutável, inalterado. Além da aparência externa e invisível ao olhar alheio.&lt;p&gt;



&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjHASyo9ZI/AAAAAAAAAFA/lM_tAr49rFQ/s1600/DSC03854.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjHASyo9ZI/AAAAAAAAAFA/lM_tAr49rFQ/s200/DSC03854.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564416147474412946" /&gt;&lt;/a&gt;Às vezes penso que isto, o imutável, o que sempre permanece, é o que realmente somos. A nossa essência, quiçá nossa alma.&lt;p&gt;

Quando Narciso debruça-se sobre o rio, mais do que a sua aparência refletida nas águas, ele enxerga aquilo que é invisível ao olhar alheio e visível apenas ao seu olhar e, por isso mesmo, o que existe de mais belo neste mundo.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-1254583906232772589?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/1254583906232772589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=1254583906232772589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1254583906232772589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1254583906232772589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2011/01/os-espelhos-de-narciso.html' title='Os Espelhos de Narciso'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TTjGvEfN2KI/AAAAAAAAAE4/sMGbwJ6WWIA/s72-c/viol%25C3%25A3o.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-5349160276176662362</id><published>2010-12-23T21:05:00.003-02:00</published><updated>2010-12-23T21:51:38.731-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Quando o Sol entrar em Escorpião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;

Quando o sol entrar em escorpião&lt;br&gt;
Eu vou poder pegar em suas mãos e sentar-me ao seu lado.&lt;br&gt;
Pensar e planejar os dias que virão,&lt;br&gt;
Tal qual muitas vezes já o fez aquele que se crê apaixonado.&lt;p&gt;

Quando o sol entrar em escorpião&lt;br&gt;
Serei mais feliz e seguro de mim por saber-me em sua companhia.&lt;br&gt;
Serão para ti os acordes de meu violão,&lt;br&gt;
De você apenas pedirei que empreste sua voz à minha melodia.&lt;p&gt;

Quando o sol entrar em escorpião&lt;br&gt;
De que me valerá saber das mazelas e dores que assolam o mundo.&lt;br&gt;
Desde que eu saiba que é minha a sua solidão,&lt;br&gt;
Farei pouco de quem ver nos meus atos o agir de um vagabundo.&lt;p&gt;

Quando o sol entrar em escorpião&lt;br&gt;
A espera solitária por notícias que nunca chegam terá fim.&lt;br&gt;
Feito lastro que falte a um espírito desvão,&lt;br&gt;
Você será o final daquilo que se inicia em mim.&lt;p&gt;

Quando o sol entrar em escorpião&lt;br&gt;
O fluxo de nosso diálogo será com um rio que corre em direção ao mar.&lt;br&gt;
Sem desentendimentos ou problemas de comunicação,&lt;br&gt;
Serão uma coisa só o meu falar e o meu pensar.&lt;p&gt;

Quando o sol entrar em escorpião&lt;br&gt;
A dualidade entre medo de mentir e o desejo de falar a verdade&lt;br&gt;
Será uma angústia a menos a consumir meu coração.&lt;br&gt;
E a felicidade, em nossa cidade, será uma realidade.&lt;p&gt;

Quando o sol, novamente, entrar em escorpião&lt;br&gt;
Talvez eu possa me convencer de que todo este delírio é uma inverdade.&lt;br&gt;
Porque já faz tanto tempo que o sol entrou em escorpião&lt;br&gt;
E a sua presença ainda é uma saudade.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-5349160276176662362?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/5349160276176662362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=5349160276176662362&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5349160276176662362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5349160276176662362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/12/quando-o-sol-entrar-em-escorpiao.html' title='Quando o Sol entrar em Escorpião'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4943118612913406700</id><published>2010-12-11T15:11:00.008-02:00</published><updated>2010-12-11T15:48:58.138-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Homesickness</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TQO0v8I2nMI/AAAAAAAAAD8/LGj1pwye8hk/s1600/TheresNoPlace_lg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 138px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TQO0v8I2nMI/AAAAAAAAAD8/LGj1pwye8hk/s320/TheresNoPlace_lg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549477901540695234" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

O desejo do retorno; esta vontade de retornar, penso eu, às vezes é ainda maior do que o primeiro desejo de partir. Porque quando partimos, o fazemos quase sempre sem pensar ou, ao menos, sem ter tempo suficiente de pesar os contras e os prós. Desejo que cresce feito explosão. Atitude impensada. Num momento estamos protegidos entre quatro paredes no aconchego de nosso lar. No instante seguinte, tudo o que somos capazes de ouvir é o estrondo da porta a fechar-se violentamente às nossas costas.&lt;p&gt;

Muitas canções já foram escritas sobre esse tema, sobre este desejo de retornar ao aconchego do lar, ou simplesmente à sensação de lar. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lulu_Santos" target=_blank&gt;Lulu Santos&lt;/a&gt;, na canção &lt;a href="http://www.vagalume.com.br/lulu-santos/casa.html" target=_blank&gt;Casa&lt;/a&gt; diz: “Eu estou voltando pra casa”. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Gessinger" target=_blank&gt;Humberto Gessinger&lt;/a&gt;, em &lt;a href="http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/90189/" target=_blank&gt;Simples de Coração&lt;/a&gt;, pede que a outra pessoa retorne e lhe traga junto: “Volta pra casa, me traz na bagagem”. Chris Martin, do &lt;i&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cold_play" target=_blank&gt;Cold Play&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, desabafa em &lt;i&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/coldplay/65481/" target=_blank&gt;Clocks&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; que é para seu lar que ele gostaria de ir: &lt;i&gt;“Home, home. Where I wanted to go”.&lt;/i&gt;&lt;p&gt;

O título deste &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; poderia ser livremente traduzido como “Saudade de casa”, porém, numa tradução direta significa algo como: “Doente de lar” ou “Doença (da falta) de lar”. Como se o fato de alguém estar longe de seu lar ou daquilo que lhe traz a sensação de lar fizesse com que ela adoecesse. E o único remédio para a cura deste mal seria o retorno ao lar.&lt;p&gt;

Mas repare que evito referir-me a um lar apenas como se isto fosse uma fortaleza de paredes sólidas que nos protegesse dos ventos e nos abrigasse do sol e da chuva, porque nem sempre um lar é um lugar físico, pode ser apenas uma sensação (ainda que uma sensação sentida por estar em um determinado espaço físico).&lt;p&gt;

Infelizmente, na língua portuguesa, utilizamos indiscriminadamente a palavra casa para designar tanto moradia quanto lar. A palavra lar, propriamente dita, raramente é utilizada. O que não ocorre na língua inglesa onde &lt;i&gt;Home&lt;/i&gt; significa lar e &lt;i&gt;House&lt;/i&gt;, casa.&lt;p&gt;

Existe um ditado conhecido que diz: &lt;i&gt;“A house is not a home”&lt;/i&gt; que significa: “Uma casa não é um lar”. E isto me faz acreditar que tanto Lulu Santos quanto Humberto Gessinger não se referem a uma estrutura de alvenaria e concreto quando expressam o desejo de voltar pra casa. Eles apenas desejam retornar ao lar. Sentem saudade do lar. São pessoas que adoeceram por estarem longe de seu lar. &lt;i&gt;They are homesickness.&lt;/i&gt;&lt;p&gt;

Desta mesma forma sente-se o marinheiro que após passar longo tempo em mar aberto, finalmente consegue distinguir no horizonte algo que parece ser o pedaço de uma ilha. Porém, diante do desejo de gritar a plenos pulmões: “Terra à vista”, contém-se, e aguarda um pouco mais até que o tamanho da terra que se avizinha cada vez mais, lhe deixe claro a certeza de que aquilo a sua frente é realmente uma ilha e não alguma ilusão de ótica causada pelo cansaço de um corpo que anseia desesperadamente sentir novamente sob seus pés a sensação de terra firme.&lt;p&gt;

Então, quando a visão da ilha faz-se tão presente a ponto de não ser possível confundi-la com uma miragem, ele enche seus pulmões de ar e grita com todas as suas forças para que todos possam ouvi-lo:&lt;p&gt;

 - Terra à vista!&lt;p&gt;

Mas, não há ninguém para receber as boas novas. Sua nau está vazia. Nada além do que ele e seus sonhos estiveram navegando por estes mares. Quando foi que os outros tripulantes abandonaram a embarcação? Não se lembra. Foram embora em um bote ou lançaram-se selvagemente ao mar? Não sabe. Não é capaz de responder e nem tampouco importa-se com estas perguntas, pois, a beleza da ilha aproxima-se mais e mais. E junto com a proximidade desta beleza aproxima-se também um novo tempo, a promessa de um novo mundo para se construir e a se explorar.&lt;p&gt;

E ainda que sem ninguém para ouvir o que ele agora dizia. Da popa (ou seria da proa?) de seu navio grita feliz ao mesmo tempo em que lança seu corpo para fora da embarcação em direção ao mar que se estende na distância cada vez menor entre o seu navio e sua ilha:&lt;p&gt;

- Homem ao mar!&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4943118612913406700?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4943118612913406700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4943118612913406700&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4943118612913406700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4943118612913406700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/12/homesickness.html' title='&lt;i&gt;Homesickness&lt;/i&gt;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/TQO0v8I2nMI/AAAAAAAAAD8/LGj1pwye8hk/s72-c/TheresNoPlace_lg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3053488107724859873</id><published>2010-10-26T20:39:00.004-02:00</published><updated>2011-05-26T14:15:12.045-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Quando o amor vier...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Eu não irei perguntar o por que da demora. Porque eu sei que, assim como todos nós, o amor também se perdeu pelas estradas do mundo. Esteve à deriva em mares desconhecidos e, por vezes, chegou mesmo a acreditar que havia desviado-se totalmente do caminho.&lt;p&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Não será feriado, nem dia santo. Não haverá troca de presentes, nem promessas de um novo dia.&lt;p&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Virá só, virá de repente. Sem arautos.&lt;p&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Virá em uma viagem de Metrô. E vestirá branco. E isto me fará pensar se o hábito é apenas gosto ou obrigação do ofício.&lt;p&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Virá por entre a turba no passeio público. E, com fones de ouvidos nas orelhas, movimentará os lábios mudamente, me fazendo imaginar quais seriam as formas da melodia que eu não poderia ouvir.&lt;p&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Virá e sentar-se-á à mesa em um restaurante ou praça de alimentação. Sobre a mesa estará um livro que, junto com a comida, dividirá sua atenção.&lt;p&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Virá e chegará piano. Feito canção que já nasce pronta. Melodia complementando harmonia. A deixar a impressão de que são uma coisa só.&lt;p&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Virá e, por ventura, encontrará tempestades. E, quiçá, mesmo que a vaga destrua nossa embarcação. Seremos marinheiros sem rumo e sem porto seguro. Alquebrados, porém felizes.&lt;p&gt;

Quando o amor vier...&lt;br&gt;
Se ele chegar...&lt;br&gt;
Mesmo que eu não esteja a procurar;&lt;br&gt;
Estarei esperando...&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3053488107724859873?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3053488107724859873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3053488107724859873&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3053488107724859873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3053488107724859873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/10/quando-o-amor-vier.html' title='Quando o amor vier...'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-75273625931592344</id><published>2010-08-31T19:51:00.010-03:00</published><updated>2010-08-31T20:23:45.433-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momento bilíngue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Da arte de escrever ou Momento Bilingue III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Não sei se foi em Ilusões, mas em algum de seus livros, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Bach" target=_blank&gt;Richard Bach&lt;/a&gt; explica como é que o corre o seu processo criativo. Ele diz que quando ele tem uma idéia para escrever, dificilmente a coloca no papel de imediato, ele deixa aquela idéia crescer até que, de tão grande, a idéia já tem vontade própria e então, a idéia, o pega pelos colarinhos e o obriga a colocá-la no papel.&lt;p&gt;

Acho que cada pessoa deve ter seu próprio processo criativo, mas ao menos em uma coisa eu me assemelho a Richard Bach. Quando eu tenho alguma idéia para escrever, não corro ao papel para escrevê-la. Fico ruminando a idéia por dias, às vezes semanas, até que chega um momento em que a coisa está mais ou menos clara em minha cabeça e, aí sim, vou ao papel (atualmente ao computador).&lt;p&gt;

Às vezes esse processo todo acontece em apenas um dia, mas passa, necessariamente, por todas estas etapas. A idéia vem, ela é pensada e repensada algumas vezes até que toma a forma de algo que mereça ser escrito. Mas, no meu caso, tem ainda mais um porém, um fator de desaceleração: Após escrever alguma coisa, tenho por hábito deixar o escrito de lado por pelo menos um dia. Explico-me: À luz da criação qualquer coisa pode parecer boa. A prova de fogo dar-se-á depois. Se após um dia, uma semana ou mesmo um mês, aquilo que foi escrito ainda parecer bom, então é provável que seja realmente bom. Do contrário, a obra não valeria a queda da árvore.&lt;p&gt;

A questão é que ultimamente, devido a um maior conhecimento e posterior entendimento deste idioma bretão, tenho ruminado algumas idéias em inglês e, às vezes, a obra vem nesta língua. E sempre que escrevo algo em inglês, tenho a necessidade de traduzir isto para o português, principalmente porque a maioria das pessoas não entenderia o que está escrito.&lt;p&gt;
 
Mas quando você tenta traduzir alguma coisa que você mesmo escreveu para um outro idioma, você compreende uma coisa importante: É impossível traduzir alguma coisa para outro idioma. Ao menos não exatamente. O máximo que se faz é criar uma versão que passe a mesma idéia, mas o impacto da idéia inicial fica meio perdido, como se o texto perdesse um pouco da força.&lt;p&gt;

O texto que segue-se a esta introdução nasceu em inglês, mas depois o traduzi ao português, porém, é como se eu tivesse criado um outro texto e não apenas traduzido o primeiro. É estranho, mas é assim:&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;h3&gt;THAT&lt;/h3&gt;

&lt;/div style="text-align: center;"&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;
It’s not because our bodies fit each other so well;&lt;br&gt;
No, it’s more than that.&lt;p&gt;

It’s not because I don’t need to bend my self to kiss her or because she almost doesn’t need to raise herself to reach my lips;&lt;br&gt;
No, it’s more than that.&lt;p&gt;

It’s not because her smile seems to spread some kind of light all over the world making me feel like everything make sense;&lt;br&gt;
No, it’s more than that.&lt;p&gt;

It’s not because she always said the right thing and always did what I expected her to do;&lt;br&gt;
No, it’s really not that.&lt;p&gt;

She’s the unpredictable thing;&lt;br&gt;
Always acting the way I didn’t expect her to act;&lt;br&gt;
Always saying the things I would prefer not to hear;&lt;br&gt;
Always amazing me and delighting me in a strange way;&lt;br&gt;
What’s that?&lt;p&gt;

Sometimes I wish I were a believer;&lt;br&gt;
Just to believe that she’s really the one;&lt;br&gt;
And anything but that would really matter at all.&lt;br&gt;

&lt;hr&gt;&lt;/i&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;h3&gt;ISSO&lt;/h3&gt;

&lt;/div style="text-align: center;"&gt;


Não é porque nossos corpos se encaixam perfeitamente um no outro;&lt;br&gt;
Não, é mais do que isso.&lt;p&gt;

Não é porque eu não preciso me curvar para beijá-la e nem porque ela quase não precisa esticar-se para alcançar meus lábios;&lt;br&gt;
Não, é mais do que isso.&lt;p&gt;

Não é porque o sorriso dela parece lançar algum tipo de luz sobre todo o mundo me fazendo sentir como se tudo fizesse sentido;&lt;br&gt;
Não, é mais do que isso.&lt;p&gt;

Não é porque ela sempre diga a coisa certa e sempre faça o que eu espero que ela faça;&lt;br&gt;
Não, realmente não é isso.&lt;p&gt;

Ela é a imprevisibilidade personificada;&lt;br&gt;
Sempre agindo de um jeito que eu não espero que ela aja;&lt;br&gt;
Sempre dizendo as coisas que eu preferiria não ouvir;&lt;br&gt;
Sempre me espantando e me maravilhando de uma forma estranha;&lt;br&gt;
O que é isso?&lt;p&gt;

Às vezes, eu queria ser aquele em que tudo acredita;&lt;br&gt;
Só para poder acreditar que ela é a única;&lt;br&gt;
E nada, além disso, iria realmente importar.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-75273625931592344?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/75273625931592344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=75273625931592344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/75273625931592344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/75273625931592344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/08/da-arte-de-escrever-ou-momento-bilingue.html' title='Da arte de escrever ou Momento Bilingue III'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-5743040486468819055</id><published>2010-08-23T21:39:00.002-03:00</published><updated>2010-08-23T21:48:24.615-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Enamorado?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Não é que a vida longe dela seja ruim, não, não é. Mas tão pouco sei dizer se a vida longe dela é boa. Acho que é apenas comum. Corriqueira. Neutra. Tal qual as amenidades inseridas nos jornais diários para preencher vazios em pauta. Prestam-se à distração. Nos fazem ver o tempo passar sem pensar no tempo que se passa. Assim é a vida longe dela. Dias que viram semanas que viram meses. E a vida vai e o tempo passa e você não se importa, ou finge não se importar.&lt;p&gt;
 Mas, espere um momento, preciso falar. Isto incomoda. Incomoda às vezes não saber se já não me importo ou se estou apenas fingindo não me importar. Me incomoda saber que por vezes me esqueço dela. E acho isso estranho. Por que ela deveria ser uma cicatriz difícil de cicatrizar, uma ferida que latejaria nos dias frios e incomodaria nos dias quentes. A menção de seu nome deveria desacelerar os meus batimentos cardíacos e baixar minha pressão arterial. Mas diante da estranha que se apresenta a mim com o nome dela, sorrio mecanicamente e me despeço com um agradecimento. Assim. Impassível. Como quem ouvisse aquelas três sílabas pela primeira vez.&lt;p&gt;
 Desse jeito, longe dela e de todo seu feitiço, as lembranças me vêem tão irreais que quase não acredito nelas. Porque houve um tempo em que a menção deste nome, mesmo que não fosse uma menção a ela, desaceleraria tudo ao redor. Vertigem entorpecedora. Ah! Tão pouco crível crer que o som daquela voz que fora um dia a mais bela melodia, transformara-se em navalha a rasgar carne crua. Como é que eu poderia conseguir convencer alguém de que a companhia que eu sempre procurara para alegrar dias sombrios tornou-se a mesma companhia que eu evitava para fugir das sombras que me perseguiam? Paradoxo alienador.&lt;p&gt;
 Não, isso tudo apenas se assemelha a um sonho ruim, pois, na sucessão de dias que se tornam semanas na esperança de virarem meses, ela retorna e, já agora, todos os homens têm novas razões para lançarem-se ao mar em busca de um novo mundo...&lt;p&gt;
 Ah! Muitos irão negar tal fato, mas eu sei que a Terra deixou de mover-se por um segundo, durante o tempo que levou entre o pensamento e a ação de nossos lábios se tocarem.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-5743040486468819055?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/5743040486468819055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=5743040486468819055&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5743040486468819055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5743040486468819055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/08/enamorado.html' title='Enamorado?'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-8631453383086435575</id><published>2010-06-30T21:30:00.002-03:00</published><updated>2010-06-30T21:35:20.113-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Para não lhe ver partir...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Da primeira que vez que meus olhos encontraram os seus, eu pude perceber, eu fui capaz de saber sem duvidar, que era você quem me acompanharia por onde quer que eu fosse. Mas eu sabia, lembrava-me de ter ouvido certa vez que eu nunca poderia me mostrar como eu realmente era, pois você poderia se assustar e partir, e eu não queria lhe ver partir.&lt;p&gt;

 Então, para não lhe ver partir, aprendi a fingir e a dissimular. Ao invés de mostrar quem eu sou, mostrei para você aquilo que me fizeram acreditar que você gostaria que eu fosse. Pois eu ainda me lembrava de certa vez ter ouvido alguém falar que força é tudo aquilo que é preciso para impressionar. Então mostrei para você a força que eu tinha e a que eu não tinha. E diante de minha força você não foi capaz de me negar o seu amor nem tão pouco seu calor. E com o sorriso confiante de quem sabe que conseguiu o que sempre almejou, dizia para quem quisesse ouvir que eu era feliz. E um anjo desceu dos céus para contemplar um novo amor que ao mundo florescia.&lt;p&gt;

Porém, quando um novo dia chegou, meus braços não puderam alcançar os seus; o seu gosto era apenas uma lembrança perdida na distância que se entrepôs entre você eu. E me vi a vagar e divagar pelas ruas, me perguntando: Por que?&lt;p&gt;

Da segunda vez que meus olhos encontraram os seus, eu ainda sabia, eu ainda sentia que entre nós havia algum tipo de ligação. Um elo que tempo não fora capaz de partir. Mas eu ainda me lembrava do que ouvira tempos atrás. Do perigo de baixar-se a guarda, de se entregar sem reservas. Que mostrar-me nu e desprovido de forças faria você querer partir, e eu não queria lhe ver partir&lt;p&gt;

Então, para não lhe ver partir, mais uma vez, eu fui quem não era. Ao invés de mostrar quem eu sou, tentei me transformar naquilo que eu cria que você gostaria que eu fosse.  Se a força de nada valera, o poder haveria de contar. Então lhe mostrei meu poder impondo minha vontade sobre todas as coisas. E diante de meu poder, mais uma vez, você não me negou seu amor, nem tampouco seu calor. E com o sorriso pouco discreto de quem consertou o que parecia não ter conserto, andava pelas ruas com a certeza de quem se sabe feliz. Nos céus ressoavam salvas de tiros que a minha imodéstia não me permitiu fingir não saber do que se tratava.&lt;p&gt;

Porém, quando o sol nasceu para mais um novo dia, mais uma vez seus braços estavam longe de meu abraço, seu cheiro se desvanecera no espaço vazio que mundo se tornara. E me vi, novamente, a vagar e divagar pelas ruas, ainda sem entender o porquê.&lt;p&gt;

Na terceira vez que meus olhos encontraram os seus, eu já não sabia no que acreditar. Não conseguia entender por que o mundo continuava sempre a nos colocar frente a frente, pois, a despeito de todo o meu medo de lhe ver partir, você sempre partia.&lt;p&gt;

Então, já que era pra lhe ver partir, que fosse pela vez derradeira. Já não me importava com o que ouvira falar, com o que fosse certo ou errado. Assim rasguei meu peito e deixei sangrar, certo de que, diante desta visão, você me negaria seu amor e seu calor... Tinha agora no rosto o sorriso triste de quem sabe que perdeu.&lt;p&gt;

Nenhum anjo desceu dos céus pra presenciar este momento, não houve salva de tiros a anunciar a chegada de um novo tempo. O mundo não se dignou a um minuto de silêncio em homenagem ao amor que se compadecia alquebrado, e seguiu seu rumo com suas mazelas e alegrias.&lt;p&gt;

Todavia, quando a alvorada surgiu novamente, seus braços ainda permaneciam entrelaçados aos meus. Seu cheiro havia encontrado abrigo em meu corpo. Seu gosto misturara-se ao meu gosto. Seus olhos eram o porto seguro de meu olhar...
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-8631453383086435575?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/8631453383086435575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=8631453383086435575&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8631453383086435575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8631453383086435575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/06/para-nao-lhe-ver-partir.html' title='Para não lhe ver partir...'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4656795415414941904</id><published>2010-05-01T18:44:00.002-03:00</published><updated>2011-05-26T14:15:12.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Um passo à frente</title><content type='html'>Um passo à frente;&lt;br&gt;
A mente pede, mas o corpo não ousa aceitar.&lt;br&gt;
Um passo à frente;&lt;br&gt;
Quanta energia está contida em um não movimentar.&lt;p&gt;

Um passo é à frente;&lt;br&gt;
Não perguntes onde estou, se não pretendes me encontrar.&lt;br&gt;
Um passo é sempre em frente;&lt;br&gt;
Não me perguntes aonde vou, se não pretendes me acompanhar.&lt;p&gt;

Um passo à frente vira um salto que se transforma em um mergulho no desconhecido.&lt;br&gt; 
A vida se metamorfoseia em um imenso oceano.&lt;p&gt; 

De olhos fechados é menos amedrontador...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4656795415414941904?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4656795415414941904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4656795415414941904&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4656795415414941904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4656795415414941904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/05/um-passo-frente.html' title='Um passo à frente'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-2305939889011626843</id><published>2010-04-27T21:49:00.005-03:00</published><updated>2011-05-26T14:15:12.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Quando os lobos deitam fora suas vestes de cordeiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Observando as formas que se desenham nas sombras que se projetam sobre nossa fogueira;&lt;br&gt;
É bom saber que suas mãos permanecem ao alcance de meu abraço;&lt;br&gt;
Nada além do que você e eu é o que meus olhos conseguem enxergar nesta clareira;&lt;br&gt;
E tudo está bem, porque o seu sorriso desfez todo o meu cansaço;&lt;br&gt;
É bom saber que podemos nos aquecer tranquilamente ao redor de nosso pequeno fogareiro;&lt;br&gt;
Agora que aproxima-se o momento em que os lobos deitam fora suas vestes de cordeiro.&lt;p&gt;

Relembrando os caminhos por onde andei e os lugares onde estive;&lt;br&gt;
As canções que eu cantei e os sonhos que eu tive;&lt;br&gt;
É bom saber que agora me sinto mais confiante do que outrora;&lt;br&gt;
Mas, se meu discernimento me foi pouco antes, será suficiente agora?&lt;br&gt;
Como distinguir com certeza o que é irreal do que é verdadeiro;&lt;br&gt;
Enquanto os lobos não deitam fora suas vestes de cordeiro?&lt;p&gt;

Pensando nos caminhos tortuosos que percorrem os rios bravios que anseiam pelo encontro com o mar;&lt;br&gt;
Tento não me esquecer que entre duas tempestades há sempre uma calmaria;&lt;br&gt;
E que é bom poder olhar para trás sem se sentir vazio e sem se desesperar;&lt;br&gt;
Viver a vida sem deixar-se seduzir pelo canto suave da nostalgia;&lt;br&gt;
Porque nenhuma dor ou sofrimento é eterna, tudo é passageiro;&lt;br&gt;
É bom lembrar-se disto, pois os lobos já deitam fora suas vestes de cordeiro.&lt;p&gt;

Rasgando meu peito num rompante só para ver meu próprio sangue escorrer;&lt;br&gt;
Bebo em seus lábios as palavras que já me sinto incapaz de soletrar;&lt;br&gt;
Temendo me tornar alguém que, na vida, não tenha o que temer;&lt;br&gt;
Me apoio em seus braços para emprestar algum ritmo ao meu descompassado claudicar;&lt;br&gt;
É bom sentir que sua luz diminui as sombras do caminho, minha doce flor de pessegueiro;&lt;br&gt;
Dessa forma nem me importo que os lobos deitem fora suas peles de cordeiro.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-2305939889011626843?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/2305939889011626843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=2305939889011626843&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2305939889011626843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2305939889011626843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/04/quando-os-lobos-deitam-fora-suas-vestes.html' title='Quando os lobos deitam fora suas vestes de cordeiro'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-7511799726268776376</id><published>2010-04-18T08:51:00.004-03:00</published><updated>2011-05-26T14:15:12.047-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momento bilíngue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Momento bilíngue (Parte II)</title><content type='html'>&lt;hr&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Observação:&lt;/b&gt; Mais um momento bilíngue no blog, quem não leu o primeiro pode conferir &lt;a href="http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/12/momento-bilngue.html" target= _blank&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;
Ao final, para quem não tem intimidade com o idioma inglês, vai uma tradução para o português.&lt;br&gt;
&lt;i&gt;And for those who understands English… Well, forgive my mistakes… &lt;/i&gt; :-) 

&lt;hr&gt;


&lt;h3&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;The man who knew nothing&lt;/h3&gt;&lt;/b&gt;

I’ve never thought I could hit the bottom so hard, but I did. I’ve always believed that if something like that happens, it would break me into so many pieces that I’d find hard trying to build myself again. And it really did, but against all the odds I was able to put myself in shape again. And over an inaccurate look, they'll truly believe I am still the same.&lt;p&gt;

I’ve never considered the fact that people could smile without mean that, but they did. I’ve never wondered how many shadows a beauty could hide and how many hearts a shadow beauty could break until I bend myself collecting the pieces of something I’ve never thought that could be break into so many tiny little pieces.&lt;p&gt;

I’ve never imagined that someone could take me for granted, but it happened. And I, who was never grieving about anything, found myself into a world of grieving and unreachable desires.&lt;p&gt;

Maybe children laugh on my back, while I pass them, finding funny in a lack of knowing, but I would like to say something on my defence:&lt;p&gt;

I’m not the one who broke someone’s heart;&lt;br&gt;
I’m not the one who gave fake smiles;&lt;br&gt;
I’m just the only one who didn’t know anything;&lt;br&gt;
That was my entire fault;&lt;br&gt;
Blame it on me if you want;&lt;br&gt;
I don’t care (anymore).&lt;br&gt;

I am the one who’s waving goodbye, but, deep inside, I mean farewell.&lt;/i&gt;&lt;p&gt;

&lt;h3&gt;&lt;b&gt;O homem que não sabia de nada&lt;/h3&gt;&lt;/b&gt;

Eu nunca pensei que pudesse chegar ao fundo do poço com um impacto tão forte, mas eu cheguei. Eu sempre acreditei que se alguma coisa assim acontecesse, isto me quebraria em tantos pedaços que eu teria muita dificuldade para me reconstruir. E isto realmente aconteceu, mas contra todas as probabilidades eu fui capaz de me reconstruir novamente e, sob um olhar desatento, todos acreditarão que eu ainda permaneço o mesmo.&lt;p&gt;

Eu nunca considerei o fato de que as pessoas poderiam sorrir falsamente, mas isto acontece. Eu nunca me perguntei quanta escuridão uma beleza poderia esconder e quantos corações já foram despedaçados por uma beleza sombria até que me curvei tentando reunir os pedaços de algo que eu nunca imaginei que pudesse ser quebrado em pedaços tão pequenos.&lt;p&gt;

Eu nunca imaginei que alguém pudesse não me dar valor, mas isto aconteceu. E eu, que nunca havia lamentado coisa alguma, me encontrei em um mundo de lamentações e desejos inalcançáveis.&lt;p&gt;

Talvez as crianças riam pelas minhas costas, enquanto eu passo por elas, encontrando graça na falta de conhecimento, mas eu gostaria de dizer alguma coisa em minha defesa:&lt;p&gt;

Eu não sou aquele que partiu o coração de outrem;&lt;br&gt;
Eu não sou aquele que sorriu falsamente;&lt;br&gt;
Eu sou apenas o único que não sabia de nada;&lt;br&gt;
E este é todo o meu erro;&lt;br&gt;
Culpe-me se você quiser;&lt;br&gt;
Eu não me importo (mais).&lt;br&gt;

Eu sou aquele acenando tchau, mas, no fundo, eu quero dizer adeus.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-7511799726268776376?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/7511799726268776376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=7511799726268776376&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7511799726268776376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7511799726268776376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/04/momento-bilingue-parte-ii.html' title='Momento bilíngue (Parte II)'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-7124484350169952938</id><published>2010-03-26T17:34:00.003-03:00</published><updated>2010-03-26T17:48:45.113-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Conversações de paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Queria te falar sobre meus sonhos e meus planos, meus medos e desejos. Sobre esta massa inexata, insensata e incongruente de pensamentos que me fazem ser o que sou, desejar o quero e ansiar por aquilo que, mesmo estando longe de meus braços, sempre esteve perto de meu coração. Mas... não por agora. Deixa-me passar ao largo por esta vez. Me perder em devaneios. Divagar tranqüilo enquanto espero toda esta poeira baixar para que seja realmente possível distinguir os vultos que se aproximam através da bruma. Quem serão? De onde virão? E se vêm, vêm em paz ou declaram guerra?&lt;p&gt;

Queria poder te explicar sobre esta força que, por estar mal direcionada e sem controle, me desviou do caminho me fazendo crer que não havia como voltar. Queria te contar de minha surpresa ao ver esta mesma força ser subjugada por quem, teoricamente, não teria condições de subjugá-la. Do meu espanto ao me deparar com a beleza de coisas que nunca acreditei que pudessem conter beleza alguma. De como busquei abrigo e encontrei conforto em lugares onde nunca quis estar. Queria te falar desse grito contido em meu peito, da minha pusilanimidade travestida de segurança, de meus preconceitos dissimulados, de minhas feridas mal cicatrizadas; mas o sol se põe em seu olhar e me inebrio com a noite que cai e me compadeço daqueles que, como eu, insistem em sentir-se injustiçados pelo mundo quando eu sei (sabemos?) que os mais injustiçados não tem nem mesmo voz para reclamar das injustiças. Apenas sonham com a paz, mas vivem dentro da guerra.&lt;p&gt;

Mas o que eu queria mesmo era não precisar falar coisa alguma. Queria poder esquecer, nem que fosse por alguns minutos, quem eu fui; deixar de pensar quem eu serei. E ser o que sou neste momento. Quiçá meu olhar se mostrasse mais claro, sem medos ou anseios. E assim seria mais transparente. Sem nada pra esconder. Sem coisa alguma a se descortinar no horizonte. Não vazio. Apenas tranqüilo. Não resignação. Determinação comedida. Até porque de nada vale muita força e pouco controle. É preferível dobrar-se ao vento que lhe atiça a partir-se em dois ao tentar contra atacar o que nem ao menos se apercebe de ti.&lt;p&gt; 

Aqui estou eu, olhar tranquilo, porém atento. Postura descontraída, contudo prontidão. E ainda que desconfiando de que tudo que se move e respira, de peito aberto para o mundo sem temer as novas feridas que poderão vir e virão.&lt;p&gt;

Olho para os vultos que já se distinguem em meio à névoa. Dentre tantas silhuetas, reconheço você. A se aproximar sem pressa. A querer sem querer. E conversamos em silêncio. E a compreensão vem sem precisar de explicação. É certo apenas porque parece ser certo.&lt;p&gt;

E você vem e eu espero...&lt;p&gt;

E se você espera sou eu quem vou...&lt;p&gt;

E vou em paz, querendo paz, buscando a paz...&lt;p&gt;

Não me declare guerra.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-7124484350169952938?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/7124484350169952938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=7124484350169952938&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7124484350169952938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7124484350169952938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/03/conversacoes-de-paz.html' title='Conversações de paz'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4820881315542851977</id><published>2010-02-21T13:04:00.003-03:00</published><updated>2010-02-21T15:21:34.993-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parábola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Sobre Tempestades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Abriu a janela com cuidado e, com temor, olhou para fora. E viu. Viu coisas que já não via há muito e das quais já quase não guardava lembranças. E percebeu que já não chovia. Na verdade, constatou que já não chovia, pois, perceber, percebera antes de abrir a janela; do contrário, não se atreveria a tanto.&lt;p&gt;

Fechara a janela quando havia começado a chover. Ato contínuo: chuva significava janelas fechadas. Mas elas iam e vinham, demoravam-se por vezes. Iam-se embora tão rápido quanto chegavam por outras vezes. A janela fechava-se e abria-se com o vai-e-vem das chuvas tal qual um diafragma a se contrair e distender a cada inspiração e expiração. E de uma certa forma era como se esta janela, este pseudodiafragma, trouxesse vida para dentro da casa cada vez que mais uma chuva se extinguia.&lt;p&gt;

Havia períodos de estiagem em que a janela nunca se fechava e ficava assim, aberta pro mundo feito cartão postal que empresta beleza aos olhos de quem o observa. Havia ruas largas ladeadas por calçadas arborizadas. Havia uma praça e um campo de futebol. Arranha-céus tentando disputar quem poderia ser a nova torre de babel. Homens, mulheres e crianças. Pelos lares, pelos bares, nos coletivos ou a sós esperando o sinal abrir. E muitos sorrisos. Porque a ausência da chuva sempre trazia sorrisos.&lt;p&gt;

Parecia uma chuva como tantas outras. Não se preocupou além de fechar a janela como sempre fazia. Deitou-se em frente à televisão e abriu um livro, ligou o rádio e procurou alguma coisa para comer. Algo doce, preferencialmente. E esperou e esperou e continuou a esperar. Quando se cansou de esperar foi até a janela, mas não a abriu porque ainda chovia.&lt;p&gt;

Olhava para a janela, mas não através da janela e por conta disto não conseguia visualizar seu cartão postal. Sentia falta das imagens. Sentia falta da beleza. Queria poder abrir a janela e verificar se todas as coisas belas ainda estavam lá. Se realmente havia sorrisos na chuva como um dia ouvira em uma bela canção. Mas seus braços perdiam toda força quando chovia e, mesmo se tentasse, não conseguiria abrir a janela.&lt;p&gt;

Apesar de cansado de esperar já não podia fazer outra coisa que não fosse continuar a esperar. E esperou e esperou e continuou a esperar. Desta feita não se cansara, acostumara-se à espera. O barulho da chuva em seu telhado tornara-se a trilha sonora de sua vida. Ao menos era mais fácil cair-se ao sono.&lt;p&gt;

Quando acordou não ouvia nada. Estranhou o silêncio repentino, mas logo compreendeu. Já não chovia mais. Um sorriso triste formou-se em seus lábios. Foi até a janela, abriu-a. Com cautela, olhou para fora. Seu cartão postal estava molhado e, tirante as arvores, os arranha-céus e as casas, não se via mais nada lá fora.&lt;p&gt;

Saiu de casa e foi à rua, talvez a procurar por alguém, talvez por alguma coisa, mas não saberia dizer o que realmente estava fazendo. E desatou a andar pelas ruas, a esmo. Parecia haver muito mais árvores do que antes e muito menos arranha-céus. Seus pés começaram a apertar-se em seus sapatos, então retirou-os e começou a caminhar descalço. Sensação boa. Seus pés tocavam o asfalto macio. Seu cérebro registrou a estranheza daquela sensação, mas não importou-se. Sabia que as ruas eram de asfalto, mas sentia como se estivesse caminhando por uma estrada de terra depois da tempestade, com o barro molhado entrando por entre os dedos.&lt;p&gt;

Percebeu que já não havia mais prédios nem casas ao seu redor. Tudo era árvores. As calçadas se transformaram em pequenos caminhos gramados. As casas viraram árvores frutíferas. Os arranha-céus, árvores frondosas. O asfalto era terra molhada que agora já não entrava no vão dos dedos de seus pés, pois, já não tinha pés. Seus membros inferiores eram raízes que tentavam cada vez mais e mais adentrar dentro do solo. Sentia dificuldade em locomover-se. Seus braços transformaram-se em muitos galhos que lançavam-se ao alto como a procurar onde o sol estaria. A fotossíntese tornava-se uma necessidade. Percebeu que não tinha mais costelas e sim anéis de crescimento em seu tronco. E tinha um grande tronco.&lt;p&gt;

Era agora uma grande árvore em uma grande e extensa floresta. Não era nada, mas fazia parte de um todo muito maior.&lt;p&gt;

Poderia o fim ser menos romântico?&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4820881315542851977?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4820881315542851977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4820881315542851977&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4820881315542851977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4820881315542851977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/02/sobre-tempestades.html' title='Sobre Tempestades'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-8934823131898566197</id><published>2010-01-01T18:09:00.004-02:00</published><updated>2010-01-01T18:21:54.225-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lembranças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>- "No ano 2000 eu vou ter 23 anos..."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

O ano era , talvez, 1986 e eu tinha, àquela época, uma década de vida completas ou a se completar. Não sei dizer com certeza se era Verão ou Inverno. Se as flores mostravam toda sua beleza pelas praças ou se o Outono já dava o ar de sua graça na ausência de beleza nas cores das árvores. Difícil saber. Impossível lembrar. Mas alguma coisa sempre fica. Alguma beleza sempre permanece. E apesar de não me lembrar onde estava, ou mesmo o rosto das pessoas que estavam lá comigo. Lembro-me do que fazíamos. Brincávamos. Um pequeno jogo. Uma pequena distração. Ficávamos contando o tempo. Quanto tempo faltava para o ano 2000. E o mais importante: Quantos anos teríamos no ano 2000? Não, não perdíamos nosso tempo nos perguntando se o mundo realmente acabaria neste ano. O ano 2000 estava tão distante no horizonte que o fato de o mundo acabar-se neste ano não era uma preocupação. Era quase uma fantasia acreditar que realmente chegaríamos ao ano 2000. Fazíamos esta contagem regressiva como quem dissesse que gostaria de voar ou ser invisível. Uma fantasia à toa que proporcionava prazer.&lt;p&gt;

- "23 anos. No ano 2000 eu vou ter 23 anos..."&lt;br&gt;
Falava orgulhoso, sentido todo o peso e responsabilidade de um rapaz (Moço?) (Homem?) de 23 anos.&lt;p&gt;

O tempo passou, o ano 2000 chegou, o mundo não se acabou e a vida foi tomando seu rumo. E essa pequena estória, esta pequena lembrança ficou esquecida. Mas alguma coisa sempre volta. Alguma beleza sempre aflora. E quando fui à porta ver quem batia com tanta insistência, qual não foi a minha surpresa perceber que era eu mesmo quem procurava por mim. O ano não é 2000, é 2010. E se àquela época 2000 era uma fantasia, 2010 seria uma irrealidade. Mas aqui estamos nós. Eu, de frente pra mim mesmo, me reencontrando feliz. Percebendo que hoje eu sou a pessoa que eu gostaria de ter sido 10 anos atrás. E isto é bom. &lt;i&gt;Feels right.&lt;/i&gt; Não me ressinto por isto. Fossem precisos mais 10 anos, mais dez anos seriam. Talvez, isto explique este pequeno delay. Porque demorei tanto para me encontrar comigo mesmo.&lt;p&gt;

Mas, veja bem, parece que aquele pequeno garoto não era muito bom de matemática, pois, segundo suas contas, no ano 2000 eu teria vinte três anos. Mas, aqui estou eu, em pleno ano 2000, e eu tenho 33 anos.

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-8934823131898566197?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/8934823131898566197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=8934823131898566197&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8934823131898566197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8934823131898566197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2010/01/no-ano-2000-eu-vou-ter-23-anos.html' title='- &quot;No ano 2000 eu vou ter 23 anos...&quot;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4780392182904661189</id><published>2009-12-29T22:24:00.003-02:00</published><updated>2011-05-26T14:15:12.048-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Duas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Uma é fim de tarde com arco-íris no céu.&lt;br&gt; 
Beleza tranquila.&lt;br&gt; 
Paz completa.&lt;br&gt; 
Brisa suave batendo no rosto e trazendo conforto.&lt;br&gt; 
Pés que tocam o chão com segurança.&lt;br&gt; 
Equilíbrio.&lt;br&gt;
Um encontrar-se consigo mesmo em silêncio.&lt;p&gt;

Outra é noite que se aproxima com prenúncio de tempestade.&lt;br&gt; 
Beleza irriquieta.&lt;br&gt; 
Paz conturbada.&lt;br&gt; 
Ventania a querer quebrar ao meio árvores centenárias.&lt;br&gt; 
É sentir faltar o chão sob os pés.&lt;br&gt; 
Vertigem.&lt;br&gt; 
Um perder-se em si mesmo num desespero silencioso.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4780392182904661189?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4780392182904661189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4780392182904661189&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4780392182904661189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4780392182904661189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/12/duas.html' title='Duas'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-7374753044610591144</id><published>2009-11-29T11:14:00.005-02:00</published><updated>2009-12-02T20:55:46.881-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parábola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Time to say goodbye</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Lembra-se de como tudo por aqui parecia ser feio e desagradável, como uma canção de rimas pobres e versos sem inspiração? Fazíamos planos, contávamos os dias, ansiávamos por um futuro ao mesmo tempo distante e promissor. Difícil é conseguir lembrar com precisão quando foi que esse desejo começou a crescer em nossos peitos até tornar-se algo imprescindível, uma necessidade de primeira grandeza. Lembro-me de como essa vontade de partir sempre surgia em meio às nossas conversas até que, sem que percebêssemos, ela tornou-se pura e simplesmente a nossa conversa. Não passava um só dia em que não traçássemos planos, em que não nos imaginássemos em algum outro lugar que não fosse aqui. Até mesmo canções escrevemos. Cantamos as maravilhas de um mundo desconhecido e desejado. Um lugar cheio de beleza e alegrias. Um lugar onde existia tudo o que aqui não existia.&lt;p&gt;

Não sei explicar o que aconteceu. Nem sei ao certo se alguma coisa aconteceu. Mas tudo está diferente por aqui. Percebo em seu olhar que você também vê o que eu vejo, mas cala-se diante do inexplicável. Eu, entretanto, preciso falar. Tudo tornou-se belo e encantador. As canções que outrora nos desagradavam, hoje nos enchem o peito de ternura. E fica a dúvida. Sempre fica a dúvida. Se foram as canções que mudaram ou se nós, antes, apenas não tínhamos nossos corações abertos. Mas a resposta não importa. Não se desdiz o que um dia foi dito. Não se volta atrás ao se lançar uma pedra ao longe. Aceita-se o estrago e paga-se pelo dano.&lt;p&gt;
 
Querias partir, irás partir. Mas veja toda beleza que deixa atrás de ti. Não há como negá-la para poder justificar sua partida. Quiçá beleza igual possa encontrar no lugar para onde vai agora. Mas quem poderá nos garantir que sim? Vendo toda beleza que deixamos pra trás, e tendo que seguir em direção ao desconhecido, nosso único desejo é poder acreditar que todas as canções que cantávamos sobre este novo mundo sejam realmente verdadeiras.&lt;p&gt;

No momento derradeiro de nossa partida você se deixa encantar por uma rosa. Faz menção de querer pegá-la, lançando suas mãos na direção deste pequeno pedaço de beleza. Antes que você o faça toco seus braços, como a querer lhe impedir, você compreende meu gesto e desiste da rosa.&lt;p&gt;

E vamos embora. Sem rosas. Sem pedaços de beleza. Assim é melhor, sabemos disto. Aquela rosa só pode ser bela ali, onde está. Se a levamos conosco, logo morrerá. A beleza se tornará feiúra. E esta feiúra nos fará crer que a falta de beleza que acreditávamos estar na cidade que acabamos de abandonar, na verdade, sempre esteve em nosso olhar.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-7374753044610591144?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/7374753044610591144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=7374753044610591144&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7374753044610591144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7374753044610591144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/11/time-to-say-goodbye.html' title='&lt;i&gt;Time to say goodbye&lt;/i&gt;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-8221406285465568500</id><published>2009-10-17T10:38:00.004-03:00</published><updated>2009-10-17T10:58:19.728-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa muito antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Queria eu ter o dom...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Queria eu ter o dom do poeta;&lt;br&gt;
Para poder os versos rimar e fazer para você uma poesia;&lt;br&gt;
Na qual descreveria sua beleza indescritível.&lt;p&gt;

Queria eu ter o dom do compositor;&lt;br&gt;
Para poder compor uma música na qual eu a reconheceria como uma mulher;&lt;br&gt;
E eu como um homem, juntos.&lt;p&gt;

Queria eu ter o dom do pintor;&lt;br&gt;
Para poder pintar em uma tela a sua face;&lt;br&gt;
E poder admirá-la vinte e quatro horas por dia.&lt;p&gt;

Queria eu ter o dom da telepatia;&lt;br&gt;
Para poder em sua mente adentrar;&lt;br&gt;
E saber o que você pensa de mim.&lt;p&gt;

Queria eu ter o dom dos bruxos;&lt;br&gt;
Para a fórmula do amor inventar;&lt;br&gt;
E dá-la pára você provar e por mim se apaixonar.&lt;p&gt;

Queria eu ter o dom da compreensão;&lt;br&gt;
Para poder compreender os apaixonados;&lt;br&gt;
E assim compreender a mim mesmo.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-8221406285465568500?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/8221406285465568500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=8221406285465568500&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8221406285465568500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8221406285465568500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/10/queria-eu-ter-o-dom.html' title='Queria eu ter o dom...'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4754133442230816778</id><published>2009-10-14T20:22:00.004-03:00</published><updated>2009-10-14T20:33:47.742-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parábola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Um cachorro chamado Bob</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Ele estava sentado ao meio-fio sobre suas patas traseiras. Suas patas dianteiras mantinham o seu corpo ereto, porém, com uma certa dificuldade. A perna direita era um pouco menor e mais torta que a esquerda, mas, a um observador pouco crítico este detalhe passaria despercebido, principalmente porque seu peito altivo projetava-se a frente contrastando positivamente com seu focinho afunilado e orelhas pontiagudas e firmes. Seu porte atlético denunciava sua ascendência um tanto quanto nobre, enquanto que seu modo brincalhão e pateta nos deixava claro que esta ascendência fôra maculada. Seria descrito como uma mistura interessante de raças por aqueles que admiram os traços que herdou de sua mãe; porém, seria descrito como um reles vira-latas por aqueles que consideram ofensivo ver um cão cuja estirpe é caracterizada pela vigilância, sagacidade e ferocidade tornar-se uma coisa fofa, desatenta e inofensiva.&lt;p&gt;

Olhava os carros que iam e vinham, mas não movia músculo algum de seu corpo com exceção de seus olhos que, num misto de felicidade e apreensão, acompanhava o movimento dos carros.&lt;p&gt;

Parado, assim, feito estátua viva, muito assemelhava-se a sua mãe, que era capaz de ficar minutos imóvel até que uma ordem de comando a tirava de seu transe e em questão de segundos, qualquer que fosse seu alvo, seria encontrado, dominado e paralisado; senão pelo medo que ela mesmo pudesse causar, certamente pela pressão de sua mandíbula a quebrar ossos frágeis.&lt;p&gt;

Mas não nos deixemos levar pelas aparências. Bob tem o porte físico de sua mãe, mas traz consigo o espírito aventureiro e brincalhão de seu pai.&lt;p&gt;

Há muito tempo atrás Bob costumava correr atrás dos carros por estas mesmas ruas. A respiração ofegante, a língua de fora, o coração disparado; não havia uma só roda neste mundo que ele não fosse capaz de acompanhar por alguns instantes. Dia após dia, ele nunca se cansava.&lt;p&gt;

Bob não poderia ter pedido vida melhor. Tinha os carros a perseguir, tinha crianças sempre a sorrir e a brincar com ele. Na fonte da praça havia água suficiente para matar a sua sede. E nunca faltava quem lhe trouxesse um pouco de comida. Bob era a alegria daquele lugar e aquele lugar era a sua alegria.&lt;P&gt;

Até que um dia aconteceu. E como isto aconteceu ninguém sabe explicar. Nem mesmo quem estava lá e pôde ver. Foi estranho. Talvez Bob tenha corrido mais do que a roda. Talvez o motorista tenha, num momento de sadismo incontrolável, reduzido a velocidade do carro rapidamente para logo em seguida voltar a acelerar como antes. O que se sabe é que a roda pegou Bob, segurou suas patas fortes (que no momento pareceram bastante frágeis, pois, partiram-se feito vidro quando cai ao chão) e passou por cima delas.&lt;p&gt;

Dizem que Bob não gritou. Nenhum uivo, nenhum ganido. A dor deve ter sido tão forte que nem conseguiu uivar, deve ter desmaiado; ponderou um dos transeuntes que correu para acudir. Mas Bob não havia desmaiado, estava acordado. Os ossos de sua pata estavam partidos em pelo menos três lugares, da pele rasgada escorria seu sangue, mas essa dor era pequena se comparada a outra dor que estava sentindo. Sentia-se traído. Como é que aquela roda pudera fazer isto com ele? Eram amigos, não eram? Há quanto tempo divertiam-se assim? Por que, agora, a roda decidira que a brincadeira deveria ter um fim?&lt;p&gt;

Acho que foi muita dor para um só cachorro suportar.&lt;br&gt;
Desfaleceu.&lt;p&gt;

Levou um tempo para que Bob fosse capaz de novamente aproximar-se dos carros que iam e vinham. Muito mais tempo do que levou para que os ossos de sua pata cicatrizassem, denunciando então que agora ele tinha uma perna menor que a outra, o que, ao menos a principio, dificultou sua locomoção e porte. Mas Bob logo acostumou-se com esta diferença. Ele apenas não conseguia acostumar-se com a sensação de pavor que o barulho dos carros agora lhe causavam. Mesmo quando uma criança, inocentemente, passava perto dele imitando o barulho de um carro com a boca, seus pêlos se eriçavam e era com se sentisse novamente o peso daquela roda a passar por cima de sua pata. Porém, com o tempo acostumou-se também com a brincadeira das crianças a imitarem o barulho dos carros e, apesar da dor que ainda sentia, sentiu vontade de ver os carros novamente. Demorou até que ele pudesse chegar até a calçada. Primeiro, de perto da fonte que tornou-se o seu refúgio após o acidente, observava os carros com temeridade. Depois foi aproximando-se mais e mais até chegar onde está. O corpo paralisado não consegue se mexer devido à lembrança da dor passada, mas seus olhos deleitam-se com a visão daquilo que sempre lhe causou grande alegria.&lt;p&gt;

Bob sustenta-se sobre suas quatro patas e com passos lentos e claudicantes dirigi-se em direção à fonte da praça, dando as costas aos carros. A pata, apesar de estar menor do que antes, já não dói mais, mas ainda existem outras feridas que precisam cicratizar.&lt;p&gt;

É, ainda leva mais um tempo até que Bob possa novamente correr atrás dos carros.
&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4754133442230816778?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4754133442230816778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4754133442230816778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4754133442230816778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4754133442230816778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/10/um-cachorro-chamado-bob.html' title='Um cachorro chamado Bob'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4449777674370932777</id><published>2009-09-18T20:29:00.004-03:00</published><updated>2009-09-18T20:40:01.312-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='micro-conto'/><title type='text'>Microconto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Falava muito, de sua boca jorrava uma tempestade de palavras. Aos desavisados ficava uma espécie de encanto por tamanha eloquência. Aos atentos, em tal ato, ficava latente o medo exagerado de ouvir o que os outros tinham a dizer.&lt;p&gt;

&lt;i&gt;Post Scriptum&lt;/i&gt;: A idéia veio &lt;a href="http://fernandapansica.wordpress.com/2009/09/10/twitter-e-microcontos/" target=_blank&gt;daqui.&lt;/a&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4449777674370932777?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4449777674370932777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4449777674370932777&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4449777674370932777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4449777674370932777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/09/microconto.html' title='Microconto'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3190832677415935415</id><published>2009-08-24T16:42:00.004-03:00</published><updated>2009-08-24T16:50:47.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Réu confesso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Eu quis beber do néctar de seus lábios, como um nômade desidratado a andar por desertos áridos desejando ardentemente encontrar algum oásis. Eu quis me confortar e reconfortar no calor de seu corpo como se o sangue que corre em minhas veias não fosse capaz de prover todo o calor de que necessito. Eu acreditei que no mundo não existiriam palavras suficientes para descrever todo o amor que eu sentia por você e, ainda assim, frenética e desesperadamente escrevi todas as canções que todas as palavras existentes me permitiram escrever e cantei-as todas só para você. Cada nova melodia que eu descobria tornava-se uma nova canção para exaltar o amor que eu sentia (por você). Me perdi em seus lábios, me fundi com seu corpo, tanto e de tal forma que já nem me apercebia da presença de outros lábios ou outros corpos. Esqueci-me dos outros sabores. Recusei-me a sentir outros odores. Qualquer melodia que não fosse a sua voz não me interessava, não me encantava. Distinguia o som de seus passos em meio à turba e corria em sua direção sem ao menos pensar ou me dar conta do que realmente estava fazendo. Logo, não via sentido em estar onde você não estivesse. Nada neste mundo trazia encanto aos meus olhos, a não ser você. Prometi lhe proteger do mundo e das dores. Lhe evitaria todos percalços e dissabores. Meu mundo seria você.&lt;p&gt;

Mas, eu não podia acreditar no que meus olhos viam, porque o que os meus olhos viam era você a se desvanecer no horizonte sem fim. Eu não podia acreditar no que sentia, porque o que eu sentia, agora, era apenas um buraco dentro de mim. Mas você não poderia partir assim. Então saí pelas ruas... Jurando vingança e clamando justiça. Maldizendo seu nome, seu gosto e seu cheiro. Desdizendo tudo o que lhe disse antes, desmentindo todas as canções que escrevera. Eu que já nem lembrava do sabor de outros corpos, da doçura de outros beijos, quis me perder em outros lábios, me fundir com outros corpos só para poder lhe esquecer.&lt;p&gt;

Mas, não há neste mundo um licor tão adocicado que possa emular o sabor de seus lábios, não há fogo ardente que possa representar o que a quentura de seu corpo representa. Não há acalanto sem a sua presença. Não há motivos para novas canções. Parece não haver uma só nova melodia. Fito o horizonte a querer imaginar que você voltaria. Mas, em meio aos passos apressados no passeio público, nada me lembra você. Sento-me ao meio-fio e observo minhas chagas. Penso em lhe procurar e lhe mostrar minhas feridas (em carne viva), meu peito rasgado e dilacerado. Mas já não vejo sentido nesta autocomiseração. Penso se um dia elas cicatrizarão. Espero que sim.&lt;p&gt;

Acho que nossos nomes nunca estiveram no grande livro do amor como um dia eu quis acreditar que sim. Talvez algum anjo perverso quis divertir-se às nossas custas nos colocando um ao lado do outro. Porque não pode ser amor essa cegueira desenfreada que me afastou do mundo só para que eu pudesse me aproximar de você. Porque não pode ser amor esse desejo inglório de pegar-se toda a sua auto-estima e jogá-la no primeiro lixo que se encontra à frente. Porque não pode ser amor essa negação do todo para a glorificação de algo singular. Porque não pode ser amor o que fere, rasga e sangra. Porque não pode ser amor o que, ao ferir, rasgar e sangrar; deixa largado à revelia.&lt;p&gt;

Confesso meus pecados, assumo meus defeitos e não escondo minhas feridas. Não sei se algum dia o amor virá bater à minha porta a procurar por mim, porém, até que este dia chegue (ou mesmo que ele nunca chegue), quero apenas me manter longe de tudo aquilo que não for amor.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3190832677415935415?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3190832677415935415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3190832677415935415&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3190832677415935415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3190832677415935415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/08/reu-confesso.html' title='Réu confesso'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-8350043976588997837</id><published>2009-07-20T21:38:00.004-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Rumor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Havia um rumor.&lt;br&gt;
Ela voltaria. &lt;p&gt;

Mas, Deus meu, pensou consigo mesmo e perguntou-se retóricamente: O que fazer? A despeito deste rumor ser ou não ser verdade, uma coisa era certa: Se ela voltasse, ah, ela não iria gostar nenhum pouco daquela bagunça que a vida dele se tornara, desta casa mal arrumada com aspecto de abandonada, da comida semi-pronta e congelada no freezer, das ervas daninhas tomando conta do jardim, do piano desafinado e  abandonado ao canto como se fosse apenas mais um móvel qualquer a servir de apoio para um vaso de flores artificiais; os violões sem cordas, o pandeiro com o couro rasgado, a pandeirola já sem pratinela alguma, a viola com o braço empenado e sem algumas tarraxas.&lt;p&gt;

O que fazer?&lt;p&gt;

Por ordem em tudo, é claro que é isto o que deve ser feito, disse para consigo mesmo em seu monólogo interno. Mas, e se ela não voltar?, questinou-se desgostosamente. A verdade é que já sentia-se cansado por antecipação só de pensar em pôr ordem a todas as coisas. Maldito rumor, antes não tivesse ouvido nada. Antes pudesse não acreditar. Mas pensa nela voltando e encontrando tudo como está. Pensa no sorriso triste de quem já parecia saber de antemão toda a miséria que encontraria. Pensa nas mãos dela a percorrer o piano desafinado sem encontrar uma só nota afinada. Pensa no olhar desolado a pousar sobre os violões e a viola, que já de tão tristes e alquebrados nem se preocuparão em procurar pelos pandeiros. E talvez, cansada da falta de beleza no interior da casa, busque conforto no jardim sem conseguir encontrar...&lt;p&gt;

Não há nada o que pensar, pensou consigo mesmo, só o que fazer, e deitou-se a fazer o que cria que deveria ser feito.&lt;p&gt; 

Primeiro, uma lista para o supermercado e tratar de trazer a esta casa comida de verdade e não apenas coisas que se pareçam com comida. Depois procurar o telefone do afinador de piano e do luthier para dar um jeito na viola. Couro e pratinelas para os pandeiros. Cordas para os violões. Dar jeito no jardim e comprar novas plantas, algumas flores para alegrar o interior da casa. Revirar os livros de receitas e voltar a pilotar forno e fogão como antes. Chamar alguns amigos para almoços descontraídos. Depois da comilança, muita música. Violão, viola, piano e pandeiro. Afinado, no tom e no ritmo. O vozeirão a tomar conta da casa novamente. Casais dançando ao som da música. Palmas marcando o ritmo. E o ambiente respira felicidade, emana alegria.&lt;p&gt;

Era apenas um rumor.&lt;br&gt;
Ela não voltou.&lt;p&gt;

Mas não pôde conter um pensamento, observando a si mesmo e às pessoas ao seu redor:  Tudo estava tão mais bonito.&lt;p&gt;

Permitiu-se um sorriso sincero.

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-8350043976588997837?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/8350043976588997837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=8350043976588997837&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8350043976588997837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8350043976588997837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/07/rumor.html' title='Rumor'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3011404966497876164</id><published>2009-05-26T17:03:00.003-03:00</published><updated>2011-05-26T14:15:12.048-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pablo neruda'/><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;i&gt;
Saudade é solidão acompanhada;&lt;br&gt;
É quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...&lt;p&gt;

Saudade é amar um passado que ainda não passou;&lt;br&gt;
É recusar um presente que nos machuca;&lt;br&gt;
É não ver o futuro que nos convida...&lt;p&gt;

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...&lt;br&gt;
Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás;&lt;br&gt;
É o gosto de morte na boca dos que continuam...&lt;p&gt;

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:&lt;br&gt; 
Aquela que nunca amou.&lt;br&gt;
E esse é o maior dos sofrimentos;&lt;br&gt; 
Não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.&lt;p&gt;

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;/i&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;

                                                           &lt;b&gt;Pablo Neruda (1904-1973)&lt;/b&gt;
&lt;/div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3011404966497876164?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3011404966497876164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3011404966497876164&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3011404966497876164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3011404966497876164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/05/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-504576095076401775</id><published>2009-05-16T18:39:00.010-03:00</published><updated>2009-05-16T21:07:53.724-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Apenas bons amigos</title><content type='html'>&lt;hr&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

O ano era 1996 e eu cursava o último ano de meu curso técnico em química. A aula era de química analítica se não me falha a memória, mas, para variar, eu estava escrevendo em meu caderno qualquer coisa que não tinha nada a ver com a aula em questão. Outra coisa que não tinha nada ver com a aula em questão era a mulher em frente às nossas carteiras nos falando sobre uma espécie de concurso literário. OK! Ela conseguiu obter a minha atenção. Teríamos que fazer um texto, na verdade um conto sobre qualquer coisa ou sobre alguma coisa específica, não lembro ao certo, a memória já não é assim tão clara. O que eu sei é que o título do conto que eu escrevi (ou que sugeriram que eu escrevesse) é o mesmo que dá nome a este &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;.&lt;p&gt;

Nunca havia escrito nenhum conto. Minha produção literária àquela época (se é que posso chamar de literatura o que eu escrevia àquela época) era apenas de poesias e um ou outro esboço do que mais tarde tornaria-se música. Mas resolvi lançar-me a esta empreitada e fiz o conto que reproduzo aqui.&lt;p&gt;
Apesar de tê-lo escrito a quase treze anos, a uma primeira releitura até que fiquei satisfeito com o resultado apesar de sentir muito clara a influência da música &lt;a href="http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/27/" target=_blank&gt;"Dezesseis"&lt;/a&gt; da Legião Urbana, lançada no ano em questão no álbum A Tempestade.&lt;p&gt;

O que hoje, pelo distanciamento, me intriga e que na época não atinei foi por que alguém iria à uma aula de química analítica falar sobre um concurso literário, pois, tirante a mim, que ali era um estranho em lugar estranho, não creio que mais ninguém tenha levado a sério esta idéia bizarra de escrever um conto.&lt;p&gt;
Em tempo: Enviei o conto ao concurso e, para isso, tive que datilografar três folhas em espaço dois e com tabulação (Ah! Como eu adoro a evolução da tecnologia!!!), mas nunca me preocupei em saber o resultado. Passado um tempo, recebi de volta meu original. Havia nele um nome e um telefone escrito à mão, porém, nunca liguei para saber se alguém havia ou não gostado do conto. Acho que estava suficientemente satisfeito apenas por ter escrito um conto, não precisava de nada mais. Ao menos, não àquela época.&lt;p&gt;
&lt;hr&gt;
O dia em que lhe conheci já foge da memória alquebrada deste pobre idoso. Três grandes anos de uma vida interrompidos por um capricho do destino. Mas, não há de ser nada, em outra vida hei de encontrar-lhe novamente.&lt;p&gt;
Gabriel e eu éramos grandes amigos e, se assim ele me permite dizer, ainda somos grandes amigos. Todos cantam as glórias do amor e sua pseudoeternidade e esquecem-se do maior dom que Deus nos deu: A Amizade. O amor em sua verdadeira platônicidade, praticamente inabalável. Perfeita, por assim se dizer.&lt;p&gt;
Nenhum poeta jamais disse isto, mas eu digo agora: para abalar um amor só mesmo um amor muito mais forte. Sim, verdade. Um amor verdadeiro não se deixa abalar por coisas vãs. E eu digo isto com toda sinceridade, pois, amava Gabriel e sei que ele também me amava. Um amor de irmão. Fraterno, paternal. Da melhor forma que um platônico poeta pudesse querer.&lt;p&gt;
Talvez você, leitor, ao ler estas linhas, não possa perceber as lágrimas que correm agora por esta face. Pois, se você ama, deve compreender o sofrimento de estar longe de quem se ama. Dói no coração, mas, antes doesse só no coração. Dói na alma. Porque quando amamos de verdade, não amamos mais com o coração e sim com a alma. Logo, qualquer dor é sentida na alma e, acredite, na alma dói muito mais...&lt;p&gt;
A minha maior lembrança de Gabriel era quando o via envolto em suas teorias sobre o mundo e sobre as pessoas. Seus olhos brilhavam a cada palavra dita e a turma se fascinava com a sua inteligência. Dizia que queria ser um psicólogo. E, em verdade, ele entendia muito de psicologia, apesar de nunca ter estudado verdadeiramente sobre o assunto; por "verdadeiramente" entenda-se frequentar uma faculdade, porque apesar de não frequentar nenhuma faculdade tinha sempre consigo um livro sobre psicologia. Entendia muito sobre as pessoas e era até capaz de perceber o que sentiam. Mas, como todo dom divino, a sabedoria é uma faca de dois gumes, pois, cada vez que ele mais entendia dos outros, menos entendia de si mesmo.&lt;p&gt;
A minha maior dor ao falar de Gabriel é perceber que os verbos estão todos no passado. O passado, uma época em que todos os verbos estavam no futuro. Quando paro para pensar na vida me entristeço deveras, pois, percebo que nunca vivi o presente. No meu passado vivia o futuro, apenas pensando no futuro, sonhando com uma vida melhor. Agora que já estou no futuro, vivo em lembranças do passado. De tudo o que aconteceu. Nossa vida se resume ao futuro e ao passado, nesta ordem, e o presente fica esquecido. Nunca o vivemos.&lt;p&gt;
Lembro-me de Damaris, ela parecia um anjo que veio dos céus para ajudar meu amigo, mas, se revelaria um lobo em peles de cordeiro...&lt;p&gt;
Foi no final do verão de setenta e seis que a conheci. E é no começo deste saudoso verão onde minhas lembranças são mais nítidas. Ainda posso ouvir Gabriel me dizendo que estava apaixonado, aliás, ele me dizia bem mais que isso, ele me dizia que estava amando. Seus olhos brilhavam bem mais do que quando desfiava suas teorias para um parco público de suas seis pessoas, mas , um público interessado. Dizia-me que eu precisava conhecer Damaris. "Ela é um anjo dos céus que os deuses mandaram para alegrar a minha vida". E em meio a tanta alegria fui conhecer este anjo. Oh! Deus! Às vezes me culpo, penso até em me matar. Congelar a imagem para sempre numa forma de rebeldia. Mas eu sei que não tenho este direito, porque, acima de tudo, esta não fora a minha intenção. Como eu disse, apenas um amor muito mais forte pode abalar outro amor. Não sei como aconteceu, não tive escolha. Amor à primeira vista, diriam os poetas. Mas não foi minha intenção, sei que não foi...&lt;p&gt;
Recebi em minha casa, tempos depois, uma carta. Fazia alguns dias que não via Gabriel e Damaris não saía de meus pensamentos. A carta era de Gabriel, abri-a e me assustei com as primeiras palavras: "Certamente, quando estiveres a ler esta carta, estarei longe, em outro mundo, onde a felicidade não seja algo tão necessário e tão primário..." Lembrei-me da conversa que tive com Damaris tempos atrás, ela disse que também me amava, mas eu disse que não podíamos, que isto seria uma traição a Gabriel. E agora ele citava isto na carta: "...Damaris me disse que lhe ama e que você a ama também. Sabe, você pode me chamar de fraco, se quiser, mas quem nunca tomou chuva assusta-se ao primeiro prenúncio de tempestade(...)Sei que não sou capaz de suportar tal dor". Lágrimas corriam por minha face, sentia vontade de correr, mas, sabia que já não havia tempo. O pior já deveria ter acontecido...&lt;p&gt;
A notícia não tardou a chegar em casa. Diziam que foi um acidente. "Ele perdeu o controle do carro" "Entrou na contra-mão" "O caminhão era enorme!" Todos lamentavam o triste acontecimento, o pseudoacidente. Alguns diziam: "Assim quis Deus e não podemos nos opor à sua vontade". Mas, eu sabia a verdade, eu sabia que assim quisera Gabriel, assim quisera um coração partido...&lt;p&gt;
Neste momento releio a sua carta e a tristeza aumenta: "Quero que você seja feliz, já que eu não sou capaz de sê-lo. A morte parecerá um acidente, um descuido meu. Mas você saberá a verdade. Guardo contigo este segredo. E, como já disse o Poeta: "A lua está de volta ao seu lugar; quem perguntar, diga que está tudo bem...""&lt;p&gt;
E ainda hoje numa roda de amigos, quando vem à tona o seu nome, logo apontam para mim e dizem que éramos grandes amigos. Eu me permito uma certa alegria, fecho os olhos e seguro a dor, enxugo a lágrima e digo:&lt;p&gt;
- Éramos apenas bons amigos.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-504576095076401775?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/504576095076401775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=504576095076401775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/504576095076401775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/504576095076401775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/05/apenas-bons-amigos.html' title='Apenas bons amigos'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-2787394190708100802</id><published>2009-05-12T16:21:00.003-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A sorte está lançada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

A sorte está lançada e, quem a tiver consigo, esta é a hora de saber usá-la. A moeda é lançada ao alto e você precisa escolher cara ou coroa antes que ela retorne à sua mão. Agora tudo o que lhe resta é a expectativa do que irá acontecer. Uma vida e um sonho postos em jogo e já não há fugas, mesmo que se queira. A moeda girando no alto, você diz baixinho, quase não querendo dizer, num medo que só o seu coração compreende:&lt;p&gt;

- Cara.&lt;p&gt;

E a moeda continua girando. E rios de suor correm por sua face. E suas pernas bambeiam e fraquejam, quase incapazes de sustentar o próprio corpo. E o coração que bate acelerado e que, por vezes, parece que vai parar. E aquela sensação estranha no estômago, que ultimamente tornou-se tão familiar, retorna e faz com que você pense, apenas pense, em pegar a moeda no alto e jogá-la fora, mas você não o faz, pois compreende que é preciso deixar acontecer.&lt;p&gt;

A sua sorte foi lançada e o resultado final apenas quem não sabe é você. Você sente cada poro de seu corpo e é como se a sua alma quisesse fugir por ali. E só mesmo Deus sabe como você gostaria que isto fosse realmente possível.&lt;p&gt;

Seus olhos se voltam para o chão.&lt;br&gt;
A mão espalmada.&lt;br&gt;
Cai a moeda por sobre ela.&lt;br&gt;
Você levanta a vista vagarosamente e olha temeroso.&lt;P&gt;
O resultado é...&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-2787394190708100802?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/2787394190708100802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=2787394190708100802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2787394190708100802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2787394190708100802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/05/sorte-esta-lancada.html' title='A sorte está lançada'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-8787017922892668130</id><published>2009-05-10T20:19:00.009-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Desencontros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Às vezes ocorrem desencontros. Ele sabia disso. É claro que não desejava isso, mas o desencontro aconteceu. Ela se demoraria um pouco mais. Ele também se demorou um pouco, mas seu pouco foi pouco e ela se demorou ainda mais um pouco.&lt;p&gt;
Acenou de longe para ela como quem diz: "Estou indo na frente mas espero por você", ela concordou com um aceno e com um olhar e ele se foi sem pressa e sem vontade de ir mas, foi. Sozinho. Não é que ele se importasse de ir sozinho, não, não se importava com isto, se importava sim em não poder ir com ela. O que, apesar de parecer o mesmo de ir sozinho, não é, nem de longe, a mesma coisa.&lt;p&gt;
Sabia que teria que esperar por ela e por isso preocupou-se, não consigo mesmo, mas com ela. Não se importava em ter que esperá-la, mas sabia que ela não gostava de ter que deixá-lo esperando.&lt;p&gt;
E ele ficou ali olhando para as coisas e para as pessoas que, às vezes, iam e vinham e, sem se importar muito com os minutos que passavam ouviu o telefone tocar e é claro que ele sabia que era ela e também sabia que assim que atendesse o telefone ela lhe perguntaria se ele não queria ir embora. Profecia cumprida, ele disse um não determinado, que ele esperava que soasse algo como: "Prefiro ir com você". E diante de sua negativa ela lhe disse que se demoraria ainda mais um pouco, mas que já estava quase saindo.&lt;p&gt;
Mais rápido do que ele esperava, porém, muito depois do que ela gostaria, ela saiu e, como ele já esperava, ela se desculpou e, como ela gostaria que fosse, ele aceitou suas desculpas lhe dizendo que não fora assim tanto tempo como ela pensa que foi.&lt;p&gt;
E eles se foram.&lt;p&gt;
Se esta cena tivesse ocorrido ao contrário não teria o mesmo fim. Ela não esperaria por ele durante o mesmo tempo, ao menos não com a mesma paciência e, se esperasse, no momento em que ele ligasse lhe dizendo que ainda se demoraria um pouco mais, ela diria que iria embora. É bem provável que ligasse antes disso para dizer que estava indo embora. Sozinha. Pois para ela ir embora sozinha e ir embora sem ele é a mesma coisa.&lt;p&gt;
São diferentes, mas, não são diferentes de uma forma ruim. Negativa. Não, não são como água e óleo. Este tipo de diferença traz desarmonia e desentendimentos. Eles são diferentes de uma forma mais positiva. Boa. Harmoniosa. Acredito que eles são mais como o café e o leite. Duas coisas singulares que, sozinhas, têm suas próprias características e peculiaridades mas que quando se misturam transformam-se em uma outra coisa que pode tanto ser tão boa quanto a soma das primeiras ou quiçá ainda melhor.&lt;p&gt;
Formam um bonito par estes dois. Gosto de vê-los juntos.

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-8787017922892668130?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/8787017922892668130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=8787017922892668130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8787017922892668130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8787017922892668130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/05/desencontros.html' title='&lt;i&gt;Desencontros&lt;/i&gt;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-464527971977093223</id><published>2009-04-21T17:56:00.005-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fábula'/><title type='text'>Uma pequena fábula sobre uma pequena garota que podia tocar as estrelas (e sobre um pequeno garoto que vivia nelas)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Era uma vez uma pequena garota que podia tocar as estrelas com a ponta de seus dedos. A distração (e por que não dizer diversão?) desta pequena garota era tocar as estrelas com a ponta de seus dedos.&lt;p&gt; 
Acontece que havia um pequeno garoto que costumava viver nas estrelas. Um dia, a atenção deste pequeno garoto foi capturada pela visão da ponta dos dedos desta pequena garota a tocar as estrelas. Desde então, a distração (mas não, necessáriamente, a diversão) deste pequeno garoto era seguir aqueles dedos pelas estrelas.&lt;p&gt; 
Um dia, quando os dedos da pequena passavam bem perto de sua estrela, ele esticou as suas mãos e pode tocar as mãos da garota. Assim que a pequena garota sentiu o seu toque, segurou firme nas mãos do pequeno garoto e o puxou para baixo. No príncipio, apesar da sensação estranha que sentiu, o pequeno garoto não reclamou, na verdade, até gostou, pois, como é sabido por todos os que já vivenciaram a experiência de serem puxados em direção ao abismo é difícil, a um primeiro instante, distinguir com clareza a diferença entre cair e flutuar. A certeza só fica realmente clara quando seu corpo sente o impacto do chão impedindo a progressão daquela viagem que, até este momento, parecia ser prazerosa.&lt;p&gt;
E a pequena garota que podia tocar as estrelas com a ponta de seus dedos viveu feliz para sempre.






&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-464527971977093223?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/464527971977093223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=464527971977093223&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/464527971977093223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/464527971977093223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/04/uma-pequena-estoria-sobre-uma-pequena.html' title='Uma pequena fábula sobre uma pequena garota que podia tocar as estrelas (e sobre um pequeno garoto que vivia nelas)'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3328207889417999860</id><published>2009-04-04T18:43:00.003-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Considerações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Havia nela um brilho diferente, diria especial. Algo mágico, mas, mágico, no sentido mais poético da palavra. Algo fantástico que não pudesse ser explicado racionalmente. Ela nunca poderia ser explicada racionalmente. Tudo bem, talvez até pudesse, mas ele não queria esta explicação, assim como um criança não deseja saber que aquela carta que o mágico lhe tirara de trás da orelha estivera sempre em poder do próprio mágico. É preciso ignorância para se sentir certas coisas.&lt;p&gt;

Ele não queria explicações, não queria entender o que sentia. Ele queria apenas sentir. Não esperava que alguém viesse lhe explicar este encantamento produzido pelo sorriso dela, nem queria entender por que o fato de que quando os cabelos dela estavam presos em um coque improvisado, isto lhe emprestava uma beleza ainda maior do que antes. Seus olhos apenas a seguiam pelas ruas e acompanhavam o gingado de seu corpo que, lentamente, ora requebrava para a esquerda, ora para a direita, como a seguir o ritmo de uma música extremamente lenta e bela.&lt;p&gt;

E o que dizer do toque daquelas mãos e do ar expirado por aqueles pulmões que ele procurava sorver quase que totalmente num total entorpecimento de seus neurônios que não lhe permitiam ver nada mais além do que os lábios dela, ligeiramente abertos e úmidos, esperando pelo seu toque? Como explicar isto tudo se, no momento em que ele sente o calor do corpo dela junto ao seu, tudo ao redor perde o significado e a significância? Como dar um nome a isto? Como mensurar? Como explicar? Ele não sabe, e, por não saber, apenas vive, apenas sente; e por viver e sentir, acredita.&lt;p&gt;

Ele vive algo que não sabe nomear. Sente algo que não pode medir. Acredita em coisas que não pode explicar. Porém, ninguém duvida que seja feliz.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3328207889417999860?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3328207889417999860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3328207889417999860&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3328207889417999860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3328207889417999860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/04/consideracoes.html' title='Considerações'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-6700698907819149548</id><published>2009-04-03T22:45:00.004-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>Dez coisas que eu odeio em você</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Dizem que a razão que pode nos levar a odiar uma outra pessoa é o desejo de querer ser igual a ela e não poder sê-lo. Vemos no outro tudo aquilo que gostaríamos de ter e não temos, tudo aquilo que gostaríamos de ser e não somos. E por não termos, por não sermos, passamos a desdenhar, a querer mal. Agimos como a raposa na fábula das uvas, que chega a conclusão de que as uvas são verdes, apenas porque não consegue alcançá-las. Mas, mesmo desdenhando as uvas, ela, a raposa, bem que gostaria de poder provar o gosto daquelas uvas de aparência tão agradável.&lt;p&gt;

Esta relação amor/ódio fica bem explícita no filme &lt;a href="http://www.terra.com.br/cinema/comedia/10things.htm" target=_blank&gt;Dez coisas que eu odeio em você&lt;/a&gt;. Neste filme, num determinado momento, uma menina recita um poema cujo título dá nome ao filme, e o faz na sala de aula, na presença do garoto de quem ela gosta. Apesar de gostar muito do rapaz, ela tem lá os seus motivos para acreditar que ele não goste dela, então, por causa disto, desta certeza de saber que não pode ser, que nunca será como ela quer, ela tenta acreditar que aquilo não é suficientemente bom para ela. Olha para as uvas que estão longe de seu alcance e diz:&lt;br&gt;
- Estão verdes.&lt;p&gt;
&lt;hr&gt;&lt;p&gt;
"I hate the way you talk to me and the way you cut your hair.&lt;br&gt;
I hate the way you drive my car. I hate it when you stare.&lt;br&gt;
I hate your big dumb combat boots and the way you read my mind.&lt;br&gt;
I hate you so much it makes me sick. It even makes me rhyme.&lt;P&gt;

I hate it...&lt;br&gt;
I hate the way you're always right. I hate it when you lie.&lt;br&gt;
I hate it when you make me laugh; Even worse when you make me cry.&lt;br&gt;
I hate it when you're not around and the fact that you didn't call.&lt;br&gt;
But mostly I hate the way I don't hate you;&lt;br&gt;
Not even close, not even a little bit. Not even at all".&lt;p&gt;

&lt;hr&gt;&lt;p&gt;

"Eu odeio o modo como você fala comigo e o jeito que você corta o seu cabelo.&lt;br&gt;
Eu odeio o jeito que você dirige meu carro. Eu odeio quando você me encara.&lt;br&gt;
Eu odeio suas brigas infantis e o modo como você lê minha mente.&lt;br&gt;
Eu lhe odeio tanto que isto me deixa doente, mesmo quando eu consigo rimar.&lt;p&gt;

Eu odeio...&lt;br&gt;
Eu odeio quando você está sempre certo. Eu odeio quando você mente.&lt;br&gt;
Eu odeio quando você me faz sorrir. Odeio muito mais quando você me faz chorar.&lt;br&gt;
Eu odeio quando você não está por perto e o fato de você não me ligar.&lt;br&gt;
Mas eu odeio muito mais a forma como eu não lhe odeio;&lt;br&gt;
Nem um pouco, nem mesmo um pouquinho. Não totalmente".&lt;p&gt;

&lt;hr&gt;&lt;p&gt;

&lt;i&gt;Post Scriptum:&lt;/i&gt; Da série: Coisas antigas que a gente acaba relendo e reescrevendo.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-6700698907819149548?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/6700698907819149548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=6700698907819149548&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/6700698907819149548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/6700698907819149548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/04/dez-coisas-que-eu-odeio-em-voce.html' title='Dez coisas que eu odeio em você'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3439272504447621705</id><published>2009-04-02T22:08:00.005-03:00</published><updated>2009-04-02T22:26:22.514-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Coração de pedra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

De onde estou posso vê-lo sentado em uma cadeira, seu olhar tímido e inseguro percorre o ambiente e pára por alguns segundos no homem que está à sua frente, mas não se mantém ali por muito tempo, volta a percorrer todo o consultório. Sim, ele está em um consultório, logo o homem à sua frente é um médico, o que certamente explicaria o seu jaleco branco e a estante cheia de livros relativos à medicina ao fundo da sala. Mas, seu olhar percorre novamente a sala, contudo, a mim parece que o que o faz levar os olhos assim pela sala, como a procurar por algo é apenas o receio de encarar a pessoa à sua frente.&lt;br&gt;
O médico olha para ele com seriedade e segurança. Parece até que é o seu antônimo que ali está a olhar para ele mesmo. Ele olha para o médico, apenas durante o tempo necessário para ouvir o que ele pergunta.&lt;p&gt;

- Você tem certeza que você realmente quer fazer isto?&lt;p&gt;

Seu olhar foge do olhar do médico e tenta buscar refúgio em algum lugar da saleta, mas para a meio caminho, mais precisamente na mesa do médico, seu olhar encontra refúgio na reprodução de um coração e, quando eu digo coração é preciso deixar claro que me refiro a um coração de verdade, com átrios, ventrículos, artérias e veias; bem longe daquela imagem romântica que povoam os presentes e os cartões no décimo segundo dia do mês de junho.&lt;br&gt; O que me espanta a respeito deste coração é o material do qual ele é feito: é um coração de pedra. Porém, apesar disto me causar estranheza, não vejo o mesmo sentimento nos olhos dele. Parece-me que esta reprodução de um coração de pedra lhe emprestou além de refúgio, conforto. E considero pouco provável que daqui para frente seu olhar se lance em alguma outra direção que não este coração.&lt;p&gt;

- Veja bem, continuou o médico, não é que eu realmente me importe, mas isto é parte do protocolo, preciso lhe fazer uma bateria de perguntas antes de lhe encaminhar para esta cirurgia.&lt;p&gt;

O coração poderia ser descrito como uma obra de arte, totalmente esculpido em pedra em seus mínimos detalhes, cada artéria, cada veia extrapolando as possibilidades da perfeição.&lt;p&gt;

- Não há motivos para pré-ocupações com a cirurgia, nós já dominamos esta tecnologia há muito tempo e você corre muito mais risco de morrer deitado na sua cama em sua casa do que em nossa mesa de operações, disse o médico, sem disfarçar sua  falta de modéstia.&lt;p&gt;

Ele pegou o coração em sua mão e começou a examiná-lo.&lt;p&gt;

- Mas o problema é que existe este protocolo, continuou o médico, num tom de voz que não deixava muito claro se ele gostava ou não de ter que seguir este protocolo.&lt;p&gt;

Ele colocou o coração de novo sobre a mesa.&lt;p&gt;

- E, de acordo com este protocolo, eu preciso deixar bem claro para você que apesar desta cirurgia ser 100% segura ela não pode ser revertida.&lt;br&gt;
- Então... isto é pra sempre?&lt;br&gt;
- Sim, para sempre, mas não se preocupe, de todas as pessoas que já fizeram esta cirurgia, nenhuma se arrependeu. Veja só: eu mesmo já fiz, e estou muito bem, e mesmo que isto fosse reversível, eu é que não iria querer revertê-la...&lt;p&gt;

Ele olhou para o médico, depois para o coração e perguntou, assustado, apontando para o coração:&lt;p&gt;

- Você tem um desses?&lt;br&gt;
- Sim, tenho, respondeu o médico sem muita emoção, eu fui o primeiro a receber um desses e você será o ... hummm, difícil precisar com exatidão, mas já estamos por volta do décimo milhar... e esse número só tende a aumentar.&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

- Esse vai ser o meu?&lt;br&gt;
- Não, não esse, disse o médico pegando o coração de pedra, este é só um mostruário, o seu já foi encomendado, estará pronto em três dias.&lt;p&gt;

(..)&lt;p&gt;

- Mas voltemos ao protocolo, preciso lhe fazer algumas perguntas.&lt;p&gt;
- Você tem certeza que você quer trocar o seu coração por um coração de pedra.&lt;br&gt;
- Sim, tenho certeza.&lt;br&gt;
- Você está ciente que esta operação não pode ser revertida?&lt;br&gt;
- Sim, estou ciente.&lt;br&gt;
- Você sabe que pedra não sente?&lt;br&gt;
- Sim, eu sei... e é por isso mesmo que eu quero um coração de pedra...&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

- Eu não quero mais sentir...&lt;p&gt;

O médico levantou-se e estendeu a mão para ele. Parabéns, terminamos o protocolo, nos veremos novamente na data da cirurgia. Ele estendeu a mão para o médico, retribuiu o comprimento e disse:&lt;p&gt;

-Até a cirurgia...&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

Depois que ele saiu, o médico pegou a ficha dele e guardou no arquivo e perguntou a si mesmo, como quem não espera resposta alguma:&lt;p&gt;

- Não sei porque ainda continuamos seguindo este protocolo, todos eles respondem exatamente a mesma coisa.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3439272504447621705?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3439272504447621705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3439272504447621705&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3439272504447621705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3439272504447621705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/04/coracao-de-pedra.html' title='Coração de pedra'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-7830754361019087266</id><published>2009-03-30T16:42:00.009-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Lamento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SdFZt4jK00I/AAAAAAAAADc/iTrUUkzz748/s1600-h/viol%C3%A3oIII.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 281px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SdFZt4jK00I/AAAAAAAAADc/iTrUUkzz748/s320/viol%C3%A3oIII.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319131279710147394" /&gt;&lt;/a&gt;



&lt;div align="left"&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;"... E eu corri ao violão em um lamento&lt;br&gt;
E a manhã nasceu azul&lt;br&gt;
Como é bom poder tocar um instrumento"&lt;/i&gt;&lt;/div align="left"&gt;

&lt;div align="right"&gt;Tigresa (Caetano Veloso)&lt;/div align="right"&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-7830754361019087266?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/7830754361019087266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=7830754361019087266&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7830754361019087266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7830754361019087266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/03/lamento.html' title='Lamento'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SdFZt4jK00I/AAAAAAAAADc/iTrUUkzz748/s72-c/viol%C3%A3oIII.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-282316517707386771</id><published>2009-03-15T15:46:00.008-03:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.610-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Agora eu sei</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

O ano era 1985 e os integrantes da banda &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zero_(banda)" target=_blank&gt;Zero&lt;/a&gt; já sabiam que sorrisos bonitos e corpos que se encaixam perfeitamente não são necessáriamente prenúncios de alegria e paz espiritual e cantavam isto em versos sinceros: "Quem vê seu rosto só pensa no bem que você pode fazer a quem tiver a chance de te possuir".&lt;p&gt;

Esses versos corroboram uma tendência a querer acreditar que tudo que é belo é bom e, por contaminação, tudo que é feio é ruim, porém, esta dualidade "bonito e feio" não se aplica da mesma forma que "bom e mau" e "mal e bem". Há pessoas bonitas que são más e cruéis e pessoas feias que são boas e bondosas sem que isto implique em nenhum tipo de paradoxo.&lt;p&gt;

Mas, como saber se aquela pessoa que encanta seus olhos,infla seus pulmões com vida e acelera a pulsação em seu peito não é a mesma que furtará a beleza de tudo o que você vê agora lhe fazendo errar a esmo pelos dias? Difícil saber.&lt;p&gt;

O que será que Sansão sentiu quando viu Dalila pela primeira vez?&lt;p&gt;

Sem conseguir encontrar resposta para perguntas tão simples e sentindo minha vida suspensa como se fosse eu apenas um títere, busco refúgio na &lt;a href="http://jonimitchell.com/music/song.cfm?id=126" target=_blank&gt;poesia&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joni_Mitchell" target=_blank&gt;Joni Mitchell:&lt;/a&gt;&lt;p&gt;

&lt;i&gt;"Help me.&lt;br&gt; 
I think I'm falling in love too fast;&lt;br&gt;
It's got me hoping for the future&lt;br&gt; 
And worrying about the past;&lt;br&gt;
'Cause I've seen some hot hot blazes&lt;br&gt;
Come down to smoke and ash.&lt;br&gt;
We love our loving,&lt;br&gt;
But not like we love our freedom."&lt;p&gt;&lt;/i&gt;

Que na língua de Cabral ficaria assim:&lt;p&gt;

"Socorro.&lt;br&gt;
Eu acho que estou me apaixonando rápido demais;&lt;br&gt;
E isto me traz esperanças para o futuro&lt;br&gt;
E preocupações com o passado;&lt;br&gt;
Pois eu já vi algumas chamas ardentes&lt;br&gt;
Terminarem em cinzas e fumaça.&lt;br&gt;
Nós amamos o nosso amor,&lt;br&gt;
Mas não da forma que amamos a nossa liberdade."&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-282316517707386771?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/282316517707386771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=282316517707386771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/282316517707386771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/282316517707386771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/03/agora-eu-sei.html' title='Agora eu sei'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-6192327000619973325</id><published>2009-02-27T17:20:00.004-03:00</published><updated>2009-02-27T17:32:14.387-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>Step up II (The Streets)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/utEGh2UY-GQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/utEGh2UY-GQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

&lt;div style="text-align: left;"&gt;

&lt;i&gt;"I remember the first time I saw someone move like they were from another planet.&lt;br&gt; I couldn’t keep my eyes away.&lt;br&gt; When I was a little my Mom took me to watch a jam session in the neighborhood.&lt;br&gt; It started off small but word spread and soon some of the best dancers around were showing up to compete in something they eventually called "The Streets".&lt;br&gt; It became Home.&lt;br&gt; I got a front row seat to history.&lt;br&gt; I wanted to glide and spin and fly like they did, but it didn’t come easy.&lt;br&gt; My mom would tell me, don’t give up, just be you, because life’s too short to be anybody else.&lt;br&gt; She was right.&lt;br&gt; When I was 16 my Mom got sick and in a couple of months she was gone.&lt;br&gt; Everything changed, including the streets.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: left;"&gt;&lt;/i&gt;

&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;/div style="text-align: center;"&gt;

&lt;div style="text-align: right;"&gt;
"Eu me lembro da primeira vez em que eu vi alguém se mover como se fosse de outro planeta.&lt;br&gt; Meus olhos ficaram vidrados.&lt;br&gt; Quando eu era pequena minha mãe me levou para ver uma apresentação na vizinhança.&lt;br&gt; Tudo começou pequeno mas logo se espalhou e, então, alguns dos melhores dançarinos da região estavam mostrando o que sabiam fazer para competir em algo que eles, eventualmente, chamaram “The streets”.&lt;br&gt; Isto tornou-se o meu lar.&lt;br&gt; Eu estava assistindo a História na primeira fila.&lt;br&gt; Eu queria deslizar e girar e voar como eles faziam, mas isto não era fácil.&lt;br&gt; Minha mãe me disse: - “Não desista, seja você mesmo. A vida é curta demais para ser outra pessoa”.&lt;br&gt; Ela estava certa.&lt;br&gt; Quando eu estava com dezesseis anos minha mãe adoeceu e, em alguns meses, faleceu.&lt;br&gt; Tudo mudou, inclusive as ruas."&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-6192327000619973325?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/6192327000619973325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=6192327000619973325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/6192327000619973325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/6192327000619973325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/02/step-up-ii-streets.html' title='Step up II (The Streets)'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-2411529810140828569</id><published>2009-02-06T20:56:00.005-02:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.610-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Building Walls</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SYzFb9nVqpI/AAAAAAAAAC4/-1kiQld0WMQ/s1600-h/muro-III.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SYzFb9nVqpI/AAAAAAAAAC4/-1kiQld0WMQ/s320/muro-III.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299827945694931602" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;



"Quando contruímos muros ao redor de nossos corações, não é para impedir que as pessoas se aproximem e, sim, para encontrar aquela pessoa que se importe o suficiente e que tenha a coragem e a disposição nescessárias para deitar abaixo todas estas pedras e entrar."&lt;p&gt;

&lt;i&gt;Post scriptum:&lt;/i&gt; Da série: "Coisas que eu leio por aí e que ficam impregnadas em minha mente mas que eu já não consigo me lembrar onde foi que eu li."

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-2411529810140828569?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/2411529810140828569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=2411529810140828569&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2411529810140828569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2411529810140828569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/02/building-walls.html' title='&lt;i&gt;Building Walls&lt;/i&gt;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SYzFb9nVqpI/AAAAAAAAAC4/-1kiQld0WMQ/s72-c/muro-III.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-895074267236960832</id><published>2009-01-31T18:03:00.012-02:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.610-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>O ato de tornar-se Poeta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

&lt;object width="430" height="266"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ACWzE-LTjTI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ACWzE-LTjTI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="430" height="266"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;



Acho que nunca me preocupei muito em saber como é que os poetas tornam-se poetas até que alguns versos desta canção começaram a martelar insistentemente em minha cabeça. A canção chama-se &lt;a href="http://letras.terra.com.br/joao-nogueira/97617/" target=_blank&gt;Espelho&lt;/a&gt; e seu autor é &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Nogueira" target=_blank&gt;João Nogueira&lt;/a&gt; e os versos que me inquietam são: "Pois me beijaram a boca e me tornei poeta".&lt;p&gt; A despeito de toda beleza contida nestas palavras, havia algo que me incomodava, que parecia não estar certo, então esses versos sempre me voltavam, como quem lhe encara na rua esperando de você alguma reação. Mas eu titubeava: Como é que pode algo tão bonito estar errado ou mesmo apenas incomodar? Perguntava-me como a desviar o olhar em todas as direções possíveis,diante do olhar cada vez mais fixo e penetrante destes versos.&lt;p&gt; Versos bonitos, é preciso lembrar, pois não é verdade que é muito mais difícil enxergar defeitos e imperfeições em coisas ou pessoas que tenham muita beleza? Como se fosse um paradoxo inaceitável a beleza e a imperfeição convivendo juntos.&lt;p&gt; Mas, como diziam os antigos, a paciência é a mãe de todas as virtudes e, de alguma forma, eu sabia que um dia a compreensão me chegaria e eu entenderia porque estes versos estavam me incomodando. E a compreensão chegou...&lt;p&gt;

Há algo de imcompleto nestes versos. É claro que muitos vão dizer que, às vezes, na música alguns versos precisam ser reeescritos ou mesmo diminuidos para que caibam dentro de um determinado ritmo. Isto pode ser verdade, mas, ainda assim, há algo de imcompleto nestes versos. Não é como se eles expressassem uma inverdade, mas o que eles omitem se assemelha a uma mentira.&lt;p&gt;

Deixe-me explicar melhor: Ninguém torna-se Poeta porque teve a boca beijada. Você poderá tornar-se qualquer coisa se tiver a boca beijada, menos Poeta. Para que um Poeta possa nascer é preciso que o desejo exista antes do conhecimento. Poeta é aquela pessoa que, antes de ser beijada, desejou sê-lo. Compreenda que esta ordem é importante, se você deseja ser beijado antes que isto aconteça, você começa a divagar, a imaginar como será antes mesmo que aconteça, creio que é onde nascem as poesias, do desejo de se ter o que não se tem e se deseja (confuso, não?). Porque se antes de sequer pensar em desejar você já tiver, não haverá divagaçãoes, não haverá procura por compreensões e entendimentos. Não haveriam poetas.&lt;p&gt;

Então, ao meu ver, e mesmo sabendo que isto destruiria a estrutura rítmica da música, eu acho que o mais correto seria dizer: "Porque eu desejei ter a boca beijada antes dela ser beijada eu me tornei Poeta".

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-895074267236960832?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/895074267236960832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=895074267236960832&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/895074267236960832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/895074267236960832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/01/o-ato-de-tornar-se-poeta.html' title='O ato de tornar-se Poeta'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4552202709903667617</id><published>2009-01-05T21:10:00.002-02:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.610-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='micro-conto'/><title type='text'>Fragmentos de um diálogo</title><content type='html'>...e ele disse a ela:&lt;p&gt;
- Eu acredito em tão poucas coisas, que, se eu lhe contasse, você não acreditaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4552202709903667617?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4552202709903667617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4552202709903667617&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4552202709903667617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4552202709903667617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/01/fragmentos-de-um-dilogo.html' title='Fragmentos de um diálogo'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-4827233319187668798</id><published>2009-01-02T09:46:00.005-02:00</published><updated>2009-10-17T10:37:03.610-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Por entre nuvens e strelas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Eram felizes. Costumavam ficar deitados sobre a relva, os corpos próximos, os olhos na direção do céu, a observar as formas das nuvens e os desenhos que formavam as estrelas. Costumavam ser felizes.&lt;p&gt;

Parecia que tudo aquilo lhes bastava. As nuvens, as estrelas e todos os desenhos e formas que se escondiam por entre elas. Mas não bastava, ao menos não bastava para ele, não totalmente. É verdade que ele gostava daquilo tudo, da relva, das estrelas e das nuvens, de seus corpos próximos. Não queria que aquilo acabasse. Nunca quis, nunca pensara que pudesse acabar. Aquilo tudo era bom e lhe fazia sentir-se completo.&lt;p&gt;

Mas um dia percebera que apesar daquilo ser bom não era completo. Vira um filme na televisão. Faziam o que eles faziam, mas de uma forma diferente. Na televisão eles também costumavam deitar-se sobre a relva, também olhavam para o céu e se perdiam por entre desenhos de nuvens e estrelas. A diferença é que na televisão faziam isto despidos de qualquer tipo de roupa ou pudor. Então ele quis fazer como vira na televisão, mas sentira um pouco de medo, uma espécie de temor. O que ela diria? O que ela pensaria? Será que ela aceitaria? Seria aquilo certo? No filme não era. Foram repreendidos. Separados. Nunca mais se viram. Queria fazer da forma como vira na televisão, mas tinha medo. Será que também nunca mais a veria depois disso? Não queria ter que nunca mais vê-la. Queria ter as duas coisas. Queria poder deitar sobre a relva ao lado dela, os corpos nus, as nuvens e estrelas no céu como um imenso quadro-negro onde escreveriam sua história por entre desenhos e formas. E queria que isto durasse mais e não apenas um dia como vira no filme.&lt;p&gt;

Então nada falara e, assim, continuara com sua doce rotina (relva, nuvens e estrelas) até que um dia ela se foi. Disse que não podia mais deitar-se com ele sobre a relva a observar os desenhos que se escondem por entre nuvens e estrelas. Sim, ela se foi. Disse que vira um filme, que a vida era mais do que aquilo que eles faziam. Disse que aquilo que eles faziam não era ruim, era bom e ela gostava, mas sabia existir mais coisas que ele não estava disposto a descobrir, mas que ela estava. Disse adeus e se foi.&lt;p&gt;

Nos dias que se passaram ele continuou com sua rotina, porém, agora, só. Deitava-se sobre a relva e observava os desenhos e as formas que se escondiam por entre nuvens e estrelas. Mas, logo, tudo aquilo perdeu um pouco do brilho, da graça e da beleza. Sem alguém do seu lado parecia que todas aquelas coisas que antes tiveram tanta significância, já não significavam mais nada. Logo, deixara de deitar-se sobre a relva e parou de procurar qualquer sentido por entre os desenhos e formas que, anteriormente, só lhe faziam sentir-se bem e completo. Porém, percebeu que o fato de não mais deitar-se sobre a relva também não lhe fazia sentir-se mais feliz. Ao contrário, descobriu-se mais triste do que antes. Sentiu-se confuso, não soube o que fazer. E, após errar pelos dias durante algumas semanas, finalmente tivera coragem, despira-se de suas roupas, de seus pudores e de seus medos e fora novamente deitar-se sobre a relva.&lt;p&gt;

Sentia-se feliz. Sem medos e sem pudores e, ainda que sozinho, consciente de todos os desenhos e formas que se escondem por entre nuvens e estrelas. Era feliz. &lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-4827233319187668798?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/4827233319187668798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=4827233319187668798&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4827233319187668798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/4827233319187668798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2009/01/por-entre-nuvens-e-strelas.html' title='Por entre nuvens e strelas'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-1379274598509304590</id><published>2008-12-21T14:58:00.007-02:00</published><updated>2010-04-18T09:29:38.330-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momento bilíngue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Momento bilíngue</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;

&lt;i&gt;I started to believe that I'm capable to practice the art of open my heart to the world and spread for everyone all the beauty I have inside and that I've been tried to keep with myself for so long because I'm so afraid of losing it.&lt;br&gt; (I know, that's a scareful process but I need to).&lt;/i&gt;&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: left;"&gt;

&lt;hr&gt;&lt;p&gt;

&lt;div style="text-align: right;"&gt;

Eu comecei a acreditar que eu sou capaz de praticar a arte de abrir o meu coração para o mundo e lançar sobre todas as pessoas toda a beleza que tenho mantido dentro de mim a tanto tempo só pelo fato d'eu ter muito medo de perdê-la. &lt;br&gt;(Eu sei, isto é assustador, mas eu preciso fazê-lo).&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-1379274598509304590?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/1379274598509304590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=1379274598509304590&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1379274598509304590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1379274598509304590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/12/momento-bilngue.html' title='Momento bilíngue'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-5825572873902453145</id><published>2008-12-13T08:49:00.008-02:00</published><updated>2009-10-17T10:21:57.959-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Da arte de (não) reclamar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

No disco &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_Sentimental" target=_blank&gt;Educação Sentimental&lt;/a&gt;, de quando o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kid_Abelha" target=_blank&gt;Kid Abelha&lt;/a&gt; ainda era  o Kid Abelha e os Abóboras Selvagens (!) há uma canção chamada &lt;a href="http://letras.terra.com.br/kid-abelha/66425/" target=_blank&gt;Uniformes&lt;/a&gt;. Tá ali, meio escondida, passando meio despercebida entre canções tão belas quanto Lágrimas e Chuvas e A fórmula do Amor.&lt;p&gt;

O fato é que essa canção tem versos iniciais tão profundos (ao menos na minha concepção de profundidade): &lt;b&gt;"Eu ouço sempre os mesmos discos, repenso as mesmas idéias".&lt;/b&gt; Não seria capaz de fazer uma descrição de mim mesmo que fosse melhor que esta. Sou assim, rumino pensamentos e, ultimamente, o pensamento que não quer me abandonar é o que eu quero chamar de "a arte de não reclamar". Não que o ato de não reclamar seja realmente uma arte, mas deveria ser visto como tal, pois é necessário muita força de vontade e persistência para dar fim a lamúrios eternos e desnecessários.&lt;p&gt;

Não sou do tipo de pessoa que reclama da vida, não que minha vida esteja 100% boa e nada precise ser mudado, apenas acredito que reclamar por reclamar não leva a lugar algum. Logo, pessoas que reclamam da vida (seja do tempo que nunca está do modo como elas gostariam que estivessem ou um companheiro(a) que não lhes compreendem) me desagradam sobremaneira. Mas, voltando à arte proposta anteriormente, sou da opinião que antes de reclamar sobre/com alguém ou alguma coisa, deveríamos nos fazer duas perguntas simples e, se a resposta for positiva para estas duas perguntas, fazer a reclamação, caso contrário, deixemos o silêncio falar mais alto. O universo agradece e eu também.&lt;p&gt;

A primeira pergunta que eu faço a mim mesmo antes de reclamar de/com algo ou alguém é a seguinte: A minha reclamação poderá mudar alguma coisa? Se sim, deixe-me botar a boca no mundo, se não, de que me vale gastar energia em algo que eu sei que não me trará retorno algum?&lt;br&gt;

Mas, se a resposta à primeira pergunta for um sim, farei, ainda, uma nova pergunta em cima da primeira. Sabendo que a minha reclamação pode trazer alguma mudança, pergunto aos meus botões, aguardando uma resposta sincera: Eu realmente quero que alguma coisa 
mude?!&lt;p&gt;

Às vezes reclamamos de coisas tão automaticamente que nem nos damos ao trabalho de pensar como aquilo que nos incomoda agora poderia nos incomodar no futuro se realmente mudassem, se fossem diferentes. Pode até parecer uma visão excessivamente pragmática da vida, mas eu creio que tudo pode mudar tanto para o mal, como para o bem, logo, mudar não significa necessariamente melhorar. Parece, para mim, que, às vezes, as pessoas se esquecem disto.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-5825572873902453145?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/5825572873902453145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=5825572873902453145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5825572873902453145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5825572873902453145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/12/da-arte-de-no-reclamar.html' title='Da arte de (não) reclamar'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3956685405117631283</id><published>2008-11-30T13:49:00.006-02:00</published><updated>2009-10-17T10:21:57.960-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><title type='text'>Cantiga de bem querer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/STK2PvZaH6I/AAAAAAAAABU/qV9t1qksOTY/s1600-h/penhasco.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/STK2PvZaH6I/AAAAAAAAABU/qV9t1qksOTY/s400/penhasco.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274478495141601186" /&gt;&lt;/a&gt;


&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font color=black&gt;
&lt;i&gt;♪♫ O teu nome é tão bonito &lt;br&gt;
e o que eu sinto é tão sincero;&lt;br&gt;
Mas as palavras sempre me abandonam&lt;br&gt;
quando eu mais preciso delas...♫♪&lt;/i&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font color=black&gt;

&lt;/div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3956685405117631283?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3956685405117631283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3956685405117631283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3956685405117631283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3956685405117631283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/11/cantiga-de-bem-querer.html' title='Cantiga de bem querer'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/STK2PvZaH6I/AAAAAAAAABU/qV9t1qksOTY/s72-c/penhasco.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-408891328347227138</id><published>2008-11-26T19:53:00.005-02:00</published><updated>2009-10-17T10:21:57.962-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Aqueles dois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

Encontraram-se pela primeira vez pelos corredores da escola. Trocaram olhares e em meio a tantas trocas de olhares perceberam o quanto era bom poder olhar e ser olhado. Como se o olhar do outro lhe cobrisse de uma luz diferente, uma espécie de manto que lhe fornecia calor e lhe proporcionava um novo tipo de prazer , totalmente desconhecido, porém agradável.&lt;p&gt;

Como àquela época ainda desconhecessem o fluxo das coisas e não soubessem para onde aquela onda de calor desconhecido levava todas as pessoas, ficaram ainda na troca de olhares por muito mais tempo do que em tempos futuros ficariam, o que não foi exatamente um problema, pois, tinham no momento o mesmo ritmo e a mesma falta de urgência para todas estas coisas, até então, desconhecidas.&lt;p&gt;

Mas, um dia, mesmo que sem pressa e sem urgência, os olhares se aproximaram, os corpos se uniram e os lábios se tocaram pela primeira vez. E ainda que discretamente e mesmo que timidamente as mãos se encontraram, se tocaram e se entrelaçaram.&lt;p&gt;

Os lábios não se moviam e, assim sendo, não proferiam palavra alguma que, se proferida, mostrariam que agora se iniciava uma urgência que antes não havia. As mãos, talvez já cansadas de tocar apenas outras mãos começavam a aventurar-se pelo corpo do outro, encontrando e proporcionando prazeres ainda adormecidos.&lt;p&gt;

Não havia reservas, nem receios. Tudo era novo, desconhecido e maravilhoso. Os lábios descobriam que era bom beijar e ser beijado. O corpo, como um todo, percebia o quanto era bom tocar ou mesmo ser apenas tocado. Um mundo novo se descortinava diante de tanto prazer e alegria.&lt;p&gt;

Porém, não muito longe de onde eles estavam, e mesmo estes dois ignorando totalmente tal fato, um corpo agonizava em dor e uma alma ansiava por liberdade, porque o mundo exige equilíbrio para todas as coisas.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-408891328347227138?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/408891328347227138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=408891328347227138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/408891328347227138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/408891328347227138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/11/aqueles-dois.html' title='Aqueles dois'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-7881042687781321176</id><published>2008-11-21T10:12:00.012-02:00</published><updated>2009-10-17T10:21:57.963-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Check up</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O ano era 1988 e, no disco &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Pedra_do_G%C3%AAnesis" target=_blank&gt;A pedra do Gênesis&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas" target=_blank&gt;Raul Seixas&lt;/a&gt; fazia um &lt;i&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/raul-seixas/48304/" target=_blank&gt;check up&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; geral na situação e entregava: isto lhe levara a reler &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alice_no_pa%C3%ADs_das_maravilhas" target=_blank&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/a&gt;. Hoje, 20 anos depois, vejo-me na mesma situação que ele, mas, não posso dar-me ao luxo de reler o livro da Alice (uma vez que ainda nem o li pela vez primeira), porém estou a reler um outro clássico da literatura infantil (infantil? tenho cá minhas dúvidas): &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_pequeno_pr%C3%ADncipe" target=_blank&gt;O Pequeno Príncipe&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;
Quando eu era mais novo, achava sempre estranho alguém dizer que já tinha visto um filme mais de uma vez. Pensava lá com os meus botões: Se já viu uma vez, para que ver a segunda? Hoje já compreendo isso melhor. Rever, reler alguma coisa é olhar a mesma coisa de forma diferente, pois, o livro ou o filme ainda serão os mesmos que você já leu, mas você não será mais o mesmo, a sua compreensão sobre os fatos ou causos contados no livro ou no filme serão diferentes.&lt;p&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SSalV3hBWsI/AAAAAAAAABM/rO2XuUhWu6k/s1600-h/chap%C3%A9u+ou+jib%C3%B3ia.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 241px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SSalV3hBWsI/AAAAAAAAABM/rO2XuUhWu6k/s320/chap%C3%A9u+ou+jib%C3%B3ia.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271082208982031042" /&gt;&lt;/a&gt;

Deixe-me voltar ao Pequeno Príncipe, este livro é recheado de gravuras do autor e, a primeira gravura é a de uma jibóia que engolira um elefante. O problema é que quando ele mostrava este desenho aos adultos, todos viam apenas um chapéu, então ele refez este desenho, com um corte lateral na jibóia para que fosse possível ver o elefante e lamentou consigo mesmo o fato dos adultos sempre precisarem de explicações detalhadas. E ele estava certo, pois, no primeiro desenho, apesar dele se assemelhar muito a um chapéu, há um detalhe importante: O olho da jibóia está muito bem desenhado, o que não permitiria que uma jibóia que engoliu um elefante fosse conmfundidda com um chapéu. Mas, devo confessar, na minha primeira leitura este fato passou desapercebido.&lt;p&gt;

É sobre a luz destas reflexões que me chega um &lt;a href="http://fernandapansica.blogspot.com/2008/11/flvinha.html" target=_blank&gt;convite&lt;/a&gt; inusitado, porém, propício.
&lt;a href="http://fernandapansica.blogspot.com/" target=_blank&gt;Fernanda&lt;/a&gt; me propõe um exercício de reflexão. Um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme" target=_blank&gt;meme&lt;/a&gt;, que consiste basicamente em duas tarefas: Listar as 8 coisas que se quer fazer antes de morrer e, depois, enviar esta tarefa para os 8 melhores blogueiros na opinião de quem recebeu. Bom, confesso que vou ficar devendo a segunda parte (tenho lido poucos blogs ultimamente), mas quero mergulhar de cabeça nesta lista de 8 coisas, então deixe-me começar:&lt;p&gt;

&lt;b&gt;01-&lt;/b&gt; Desenvolver a minha consciência corporal e, claro, consequentemente, aumentar a qualidade de minha dança exponencialmente. Enquanto estiver fazendo isto, aprender novas danças (salsa e zouk por exemplo) e desenvolver/compreender melhor as que já conheço (samba- rock, samba de gafieira e forró).&lt;p&gt;

&lt;b&gt;02-&lt;/b&gt; Participar de um grupo de dança. Pode ser um grupo de estudo, ou mesmo um grupo que daria aulas para pessoas que não pudessem pagar por tanto. Não importa muito a razão, mas gostaria de ter um contato mais constante com a dança em minha vida.&lt;p&gt;

&lt;b&gt;03-&lt;/b&gt; Fazer algum tipo de dança que não seja especificamente dança de salão: Jazz, Dança Contemporãnea, Capoeira ou Sapateado.&lt;p&gt;

&lt;b&gt;04-&lt;/b&gt; Tocar violão e cantar para um pequeno público. Pode ser uma meia dúzia de gatos pingados, isto é mais para lutar contra o medo de tocar e cantar em público. Não é bem medo, é mais receio, mas preciso vencê-lo de qualquer forma.&lt;p&gt;

&lt;b&gt;05-&lt;/b&gt; Ser capaz de tocar (e comprar) muitos instrumentos músicais, desde pandeiro e triângulo até sax e piano de cauda.&lt;p&gt;

&lt;b&gt;06-&lt;/b&gt; Publicar meu livro (pode ser uma edição de autor mesmo) e colocar no papel as idéias de um outro que tenho, mas, que não estou com muita paciência (nem tempo) de fazê-lo.&lt;p&gt;

&lt;b&gt;07-&lt;/b&gt; Fazer um almoço ou um jantar para umas 10 pessoas, mas cuidando de tudo, desde o preparo das entradas até a decoração do salão. E , depois que essa empreitada for feita com sucesso, realizar jantares com periodicidade fixa (talvez bimestrais) para um público fechado (no máximo 20 pessoas). Ah! Sim, e fazer um blog de culinária!&lt;p&gt;

&lt;b&gt;08-&lt;/b&gt; Me aprofundar no estudo de línguas: melhorar o meu Inglês e o meu Português (há sempre algo a ser melhorado) e aprender outras como o Francês, o Espanhol e o Italiano. E, talvez, quem sabe, voltar a fazer uma faculdade (será que termino desta vez?!), de preferência de Tradutor e Intérprete e trabalhar em casa traduzindo textos e livros. &lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-7881042687781321176?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/7881042687781321176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=7881042687781321176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7881042687781321176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7881042687781321176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/11/check-up.html' title='&lt;i&gt;Check up&lt;/i&gt;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SSalV3hBWsI/AAAAAAAAABM/rO2XuUhWu6k/s72-c/chap%C3%A9u+ou+jib%C3%B3ia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-8315900270356531815</id><published>2008-11-20T10:33:00.010-02:00</published><updated>2009-10-17T10:21:57.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rap'/><title type='text'>Carta à Mãe África (GOG)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

É preciso ter pés firmes no chão, sentir as forças vindas dos céus, da missão, dos seios da Mãe África e do coração. É hora de escrever entre a razão e a emoção.&lt;p&gt;

Mãe! Aqui crescemos sub-nutridos de amor. À distância de ti, o doloroso chicote do feitor nos tornou algo nunca imaginável, imprevisível e isso nos trouxe um desconforto horrível. As trancas, as correntes, a prisão do corpo outrora, evoluíram pra prisão da mente, agora. Ser preto é moda, concorda? mas, só no visual, continua caso raro ascensão social!&lt;p&gt;

Tudo igual, só que de maneira diferente, a trapaça mudou de cara, segue impunemente.
As senzalas são as ante-salas das delegacias, corredores lotados por seus filhos e filhas. Verdadeiras ilhas, grandes naufrágios, a falsa abolição fez altos estragos,
fez acreditarem em racismo ao contrário, num cenário de estações rumo ao calvário. Heróis brancos, destruidores de quilombos, usurpadores de sonhos seguem reinando. Mesmo separado de ti, pelo Atlântico, minha trilha são seus românticos cânticos, mãe!&lt;p&gt;

Me imagino arrancado dos teus braços, que não me viu nascer, nem meus primeiros passos. O esboço é o que tenho na mente do teu rosto. Por aqui, de ti, falam muito pouco. E penso... qual foi o erro cometido? Por que fizeram com a gente isso? O plano fica claro: é o nosso sumisso o que querem os partidários, os visionários disso. Eis a qüestão, a maioria da população tem guetofobia, anomalia sem vacinação. E o pior, a triste constatação: Muitos irmãos patrocinam o vilão de várias formas, oportunistas, sem perceber, pelo alimento, fome, sede de poder. E o que menos querem ser e parecer: Alguém que lembre, no visual, você.&lt;p&gt;

"A carne mais barata do mercado é a negra.&lt;br&gt;
A carne mais marcada pelo Estado é a negra."&lt;p&gt;

Os tiros ouvidos aqui vêm de todos os lados, mas não se pode seguir agachado. É por instinto que levanto o sangue Panto-Nagô e em meio ao bombardeio ainda reconheço quem sou. E vou, mesmo ferido, ao fronte, ao combate e, em meio a fumaça, sigo sem nenhum disfarce, pois minha face delata ao mundo o que quero: Voltar para casa, viver meus dias sem terno.&lt;p&gt;

Eterno! É o tempo atual, na moral, no mural vendem uma democracia racial. E os pretos, os negros, afro-descendentes, passaram a ser obedientes, afro-convenientes. Nos jornais, entrevistas, nas revistas, alguns de nós quando expõem seus pontos de vista, tentam ser pacíficos, cordiais, amorosos e eu penso como os dias tem sido dolorosos e rancorosos, maldosos, muitos são, quando falamos numa miníma reparação: Ações afirmativas, inclusão, cotas? O opressor ameaça recalçar as botas!&lt;p&gt;

Nos mergulharam numa grande confusão: Racismo não existe e sim uma social exclusão, mas, sem fazer bem a diferenciação, sofro pela cor, pelo patrão e o padrão. E a miscigenação? Tema polemico no gueto! Relação do branco, do índio com o preto. Fator que atrasou ainda mais a auto-estima: Tem o cabelo liso, mas, olha o nariz da menina.&lt;p&gt;

O espelho na favela, após a novela, é o divã onde o parceiro sonha em ser galã, onde a garota viaja: quer ser atriz ao invés de meretriz, onde a lágrima corre como num chafariz. Quem diz que este povo foi um dia unido? E que um plano o trouxe pra um lugar desconhecido?&lt;p&gt;

Hoje amado.(Ah! muito amado!)São mais de quinhentos anos. Criamos nossos laços, reescrevemos sonhos. Mãe! Sou fruto do seu sangue, das suas entranhas, o sistema me marcou, mas não me arrebanha. O predador errou quando pensou que o amor estanca: Amo e sou amado, no exílio, por uma mãe branca.&lt;p&gt;

&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-8315900270356531815?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/8315900270356531815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=8315900270356531815&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8315900270356531815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8315900270356531815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/11/carta-me-frica-gog.html' title='Carta à Mãe África (GOG)'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-3540211359301223757</id><published>2008-11-19T13:44:00.004-02:00</published><updated>2009-10-17T10:18:31.186-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Um pequeno diálogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A: E agora?&lt;br&gt;
B: E agora?!!&lt;br&gt;
A: É, e agora?&lt;br&gt;
B: Como assim e agora?&lt;br&gt;
A: Eu tô com medo!&lt;br&gt;
B: Com medo?!&lt;br&gt;
A: É, com medo!&lt;br&gt;
B: Como assim medo? Medo do que?&lt;br&gt;
A: Disso. Medo de tudo. Medo da gente.&lt;br&gt;
B: Medo da gente?!!&lt;br&gt;
A: É, você não sente?&lt;br&gt;
B: Não sinto o que?&lt;br&gt;
A: Ora o que? O medo. Você não sente medo disso tudo?&lt;br&gt;
B: Não, não sinto.&lt;br&gt;
A: Não entendo.&lt;br&gt;
B: Não entende o que?&lt;br&gt;
A: Não entendo como você consegue não sentir medo.&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

A: A gente tá junto, não tá?&lt;br&gt;
B: Mas que pergunta, é claro que estamos.&lt;br&gt;
A: Então, é disso que eu sinto medo.&lt;br&gt;
B: Não entendo.&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

B: Você tem medo que eu vá embora?&lt;br&gt;
A: Não.&lt;br&gt;
B: Então você tem medo que eu tenha uma outra pessoa?&lt;br&gt;
A: Não, não! Você não entende...&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

A: Quanto tempo a gente tá junto?&lt;br&gt;
B: Uns 10 meses...&lt;br&gt;
A: É isso, é isso que eu quero te explicar...&lt;br&gt;
B: Eu não estou te entendendo.&lt;br&gt;
A: Eu tenho medo de estar junto de você.&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

A: Digo... Não é medo de estar com você, é medo de estar tanto tempo com você.&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

A: Você me entende?&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

A: Como eu posso te explicar? Nem mesmo eu entendo.&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

A: Assim. Eu não tava preparado para isto, você entende? Quando a gente se encontrou eu esperava que a gente ficasse junto um mês, sei lá, no máximo três...&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

A: Eu não estou acostumado a ficar tanto tempo com alguém. Tudo o que eu sei é viver partindo, sem nunca estar ligado a ninguém e de repente a gente tá junto há 10 meses. Eu não vou dizer que eu não tentei partir, eu tentei, mas eu não consegui...&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

A: Você tá me entendendo?&lt;br&gt;
B: Acho que tô...&lt;br&gt;
A: Então, eu tô com medo desses dez meses e de tantos outros que ainda possam vir.&lt;p&gt;

(...)&lt;p&gt;

B: Você quer ir embora, é isso?&lt;br&gt;
A: Não!!!&lt;br&gt;
B: Então por que você me disse isso.&lt;br&gt;
A: Eu só queria que você soubesse que eu tenho medo.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-3540211359301223757?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/3540211359301223757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=3540211359301223757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3540211359301223757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/3540211359301223757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/11/um-pequeno-dilogo.html' title='Um pequeno diálogo'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-1671761771499410505</id><published>2008-11-14T15:00:00.003-02:00</published><updated>2009-10-17T10:18:31.187-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Um grão de areia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;

- Eu queria ser um grão de areia. Um grãozinho de areia no fundo do oceano.&lt;p&gt;

A primeira vez que eu ouvi esta afirmação, senti um tipo de estranheza. Imcompreensão, acho que esta seria a palavra mais correta para explicar os meus sentimentos àquela época. O que ela queria dizer com isso? Um grão de areia? Um grão de areia não é nada, ainda mais no fundo do oceano? Seria o nada esquecido e abandonado.&lt;br&gt;
Mas, ela falava sério e com determinação, como se o fato de ser um grão de areia no fundo do oceano fosse algo bom. Eu apenas não a compreendia. E nosso diálogo virou um monólogo, sem público, pois, da imcompreensão nasce a indiferença e não dei muita trela para o assunto...

O problema é que por mais que a gente queira que a vida seja uma linha reta, com ponto de partida e chegada, ela se assemelha muito mais a um número infinito de círculos que se repetem &lt;i&gt;ad eternum.&lt;/i&gt; Ou isto ou não há explicação alguma para esse lance do grão de areia aparecer novamente em minha vida, porque, teoricamente, isto teria ficado perdido lá pelo vigésimo quilômetro de uma vida que já se aproxima do trigésimo segundo.&lt;br&gt;

Mas, o diabo, é que agora me chega uma compreensão atrasada disto tudo. Sim, eu sei que muitos vão dizer que as mulheres amadurecem antes que os homens, e é bem provável que àquela época ela já compreendesse coisas que eu levaria ainda uma década para começar a compreender. Porém, o que antes me causava estranheza, hoje me me empresta conforto; o que antes quebrara o diálogo, hoje me mantém aberto ao diálogo, mas veja só: não há mais uma interlocutora. Só o que resta sou eu, eu e meu monólogo, então deixe-me divagar:&lt;p&gt;

Esta história do grão de areia me lembra a Legião Urbana, Pais e Filhos: "Sou a gota d'água, sou o grão de areia". Não sei, talvez ela tenha dito que queria ser um grão de areia por causa desta música, pode ser que isto a tenha inspirado. Díficil saber com certeza. Bom, o fato é que, hoje, é nesta canção que encontro porto seguro e começo a compreender o que essa frase pode significar: O que é ser uma grão de areia? Ser um grão de areia é ser parte de algo grande e ao mesmo tempo ser infinitamente pequeno e, teoricamente (perceba: eu disse teoricamente)não ter valor algum. A areia da praia é composta por vários (acho que posso dizer bilhões, sem medo de errar)grãos de areia, mas um grão de areia sózinho não é nada. Querer ser um grão de areia é quero ser parte de algo grande e belo, mesmo sabendo-se pequeno e desprovido de beleza. Querer ser um grão de areia é querer ser parte de algo, mas sem querer ser maior que este algo. Percebo, agora, que aquela menina tinha uma boa qualidade: Ela era (espero que ainda seja)humilde.&lt;p&gt;

Volto à canção e me deparo com os mesmos versos novamente, e fico aqui, pensando comigo mesmo o que é que eu quero ser:&lt;p&gt;&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
"Sou a gota d'água&lt;br&gt;
Sou o grão de areia..."&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: left;"&gt;

&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ah! Não quero ser a gota d'água, porque a gota d'água é o que faz o copo transbordar e eu não quero ser o arauto de tempestade alguma. Mas, eu gostaria de ser o grão de areia, ser parte de algo grande e importante, mas não ser, sózinho, nem grande, nem importante. Ah! Também não gostaria de ser um grão de areia no fundo do oceano,ah, não, isso não, a areia da praia me agrada mais.
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-1671761771499410505?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/1671761771499410505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=1671761771499410505&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1671761771499410505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1671761771499410505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/11/um-gro-de-areia.html' title='Um grão de areia'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-6203300229114414185</id><published>2008-10-05T09:06:00.003-03:00</published><updated>2009-10-17T10:18:31.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Cantiga de escárnio</title><content type='html'>Hoje eu vi ninguém&lt;br&gt;
E ninguém me cumprimentou;&lt;br&gt;
Gosto muito de ninguém;&lt;br&gt;
Ninguém por mim se apaixonou.&lt;p&gt;

Gosto muito de mim;&lt;br&gt;
Mas, de ninguém gosto mais ainda;&lt;br&gt;
Ninguém me disse assim:&lt;br&gt;
"O amor de ninguém por ti não finda".&lt;p&gt;

Ninguém é muito romântico;&lt;br&gt;
(Gosto muito de ninguém);&lt;br&gt;
O amor de ninguém é tão semântico;&lt;br&gt;
Como ninguém não existe outrem.&lt;p&gt;

Hoje, sem ninguém do meu lado;&lt;br&gt;
Eu pude tristemente perceber;&lt;br&gt;
Que o meu amor por ninguém havia acabado;&lt;br&gt;
Ninguém foi a razão de meu viver.&lt;p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-6203300229114414185?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/6203300229114414185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=6203300229114414185&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/6203300229114414185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/6203300229114414185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/10/cantiga-de-escrnio.html' title='Cantiga de escárnio'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-8926550787238946508</id><published>2008-09-25T20:12:00.005-03:00</published><updated>2009-10-17T10:18:31.191-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><title type='text'>Uma antologia de máximas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;i&gt;O texto que vai escrito abaixo é uma reunião de frases, muitas delas bastante conhecidas, outras, nem tanto. Não sou o autor de nenhuma delas, nem tampouco fui eu quem as organizou da forma como está, mas, guardo este texto como um pequeno tesouro de minha juventude.&lt;br&gt;
Então, deixo aqui este registro, quase igual ao que, anteriormente, chegara em minhas mãos através de uma grande amiga, com exceção dos últimos versos, onde, ao invés de afirmar que a primeira vez é sempre a última chance, mudei para "pode ser", apenas porque eu acho que assim é mais verdadeiro.&lt;/i&gt;&lt;p&gt;

&lt;hr&gt;

"Quando se entrega a uma luta de corpo e alma. Quando se vive intensamente, têm-se a consciência de que se pode morrer a qualquer instante, mas, por isso mesmo, abraça-se a morte, e aí a derrota é do inimigo, nunca é sua. Lute como se buscasse a morte. Concentre a sua mente no momento presente. O que tiver de ser, será. Vencedor é aquele que domina a si mesmo. Cada coisa vem a sua hora e apenas quem se entrega à vida pode receber dela as melhores surpresas. Audácia, alegria e descontração marcam o seu cotidiano. Criatividade é a luta por unhas e dentes por cada objetivo. Há que ser forte, mas sem jamais perder a ternura. Tendo o dom de viver cada dia como se fosse o primeiro dia de sua vida. Não se envergonhando de suas emoções e as demonstrando até mesmo em público. A expressão jovial é a marca dos espíritos evoluídos. Os ambiciosos sempre querem conquistar alguma coisa, os invejosos simplesmente querem. Todo homem digno de sê-lo deve apegar-se às oportunidades que tem e levá-las até as suas últimas conseqüências, às quais muitos se aferraram de golpes de sorte sempre bem sucedidos. Viver com medo é viver pela metade. O céu não tem limites. Pense no que você quer para que a sua vida valha a pena. Decida realizá-lo e organize a sua estratégia. Agora é preparar a viagem para chegar lá. Vigilância eterna é o preço da liberdade. A primeira vez pode ser a última chance, mas, lembre-se: os sonhos não envelhecem e tudo pode acontecer."
&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-8926550787238946508?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/8926550787238946508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=8926550787238946508&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8926550787238946508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/8926550787238946508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/09/uma-antologia-de-mximas.html' title='Uma antologia de máximas'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-1071956964665056027</id><published>2008-09-12T21:33:00.007-03:00</published><updated>2009-10-17T10:18:31.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Duas coisas que eu gosto... e uma que eu odeio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SMsSVvWDnwI/AAAAAAAAAA4/_uTqbcZbzDs/s1600-h/forr%C3%B3.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SMsSVvWDnwI/AAAAAAAAAA4/_uTqbcZbzDs/s200/forr%C3%B3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245306355698605826" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Angeli" target=_blank&gt;Angeli&lt;/a&gt; tinha uma série de tirinhas muito interessante, onde em três quadrinhos ele descrevia duas coisas que ele gostava e uma que ele odiava. Me peguei pensando nisto por estes dias e percebi que dava prá fazer o mesmo em relação ao Forró, não na forma de desenho, é claro, minha pretensão não chega a tanto, mas creio que dá para descrever em um pequeno texto o que eu gosto e o que eu não gosto no Forró. Então lá vai:&lt;p&gt;

&lt;h3&gt;Duas coisas que eu gosto...&lt;/h3&gt;

Gosto de ver as meninas no salão, de vestido longo e sapatilha, dançando na ponta dos pés e girando com desenvoltura, o vestido se abrindo no momento do giro e formando um grande círculo ao redor da dama. Isto é muito lindo. Sim, além de gostar de dançar, também gosto de ver os outros dançarem.&lt;p&gt;

Gosto quando toca algum forró desconhecido de alguém que não tem tanta expressão no cenário "forrozístico" (existe esta palavra?!), igual quando tocou a música &lt;a href="http://letras.terra.com.br/raul-seixas/84693/" target=_blank&gt;Quero mais&lt;/a&gt;, um dueto de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas" target=_blank&gt;Raul Seixas&lt;/a&gt; com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wanderl%C3%A9a" target=_blank&gt;Wanderléa&lt;/a&gt;. Apesar de Raul Seixas passear com tranquilidade e 
segurança por todos os ritmos brasileiros, ninguém jamais diria que ele foi um forrozeiro ou que tocava forró, porém no ano de 1983, num &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas_(%C3%A1lbum)" target=_blank&gt;disco&lt;/a&gt; que leva o seu próprio nome, está ali, escondida entre tantas outras lindas canções, este &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Xote" target=_blank&gt;xote&lt;/a&gt; maravilhoso.&lt;br&gt;

&lt;h3&gt;...e uma que eu odeio&lt;/h3&gt;

Odeio brincalhões/brincalhonas no Forró. Não sei se todos sabem, mas o brincalhão do forró é aquele cara (ou aquela menina) que chegou na balada de Forró meio que sem querer. Tá ali perdido, sem identidade. Conhece &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Falamansa" target=_blank&gt;Falamansa&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rastap%C3%A9" target=_blank&gt;Rastapé&lt;/a&gt;, sabe que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Gonzaga" target=_blank&gt;Luis Gonzaga&lt;/a&gt; 
tem algo a ver com o Forró, mas, é incapaz de lembrar de qualquer música dele que não seja &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Asa_Branca" target=_blank&gt;Asa Branca&lt;/a&gt;. E, é claro, não tem a mínima idéia de quem é &lt;a href="http://www.flaviojose.com.br/" target=_blank&gt;Flávio José&lt;/a&gt;.
&lt;br&gt; É a menina que chega em cima dum salto agulha enorme (nada contra saltos, amo mulheres de salto, mas o Forró não é lugar para tanto), mas que mal consegue fazer uma base decente ou mesmo girar no eixo. É o carinha que acredita que já sabe fazer uma meia dúzia de giros, mas que quando leva uma menina para o meio do salão não sabe ao certo se quer dançar ou xavecar a guria e acaba não fazendo nem um nem outro decentemente.
&lt;p&gt; Bom, enquanto os brincalhões estão apenas "tentando" dançar, tudo bem, desde que você não dê o azar de convidar uma delas para dançar ou ser convidado por um deles. 
O problema começa quando eles percebem que não sabem dançar e então desistem de fazê-lo, logo, param no meio da pista, atrapalhando quem está querendo dançar, ou então cruzam a pista com uma lata de cerveja na mão e, invariavelmente, (talvez devido ao alto teor etílico no sangue) derrubam cerveja no chão tornando a pista de dança uma coisa pegajosa e, mais uma vez, atrapalham quem realmente quer dançar.&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-1071956964665056027?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/1071956964665056027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=1071956964665056027&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1071956964665056027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/1071956964665056027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/09/duas-coisas-que-eu-gosto-e-uma-que-eu.html' title='Duas coisas que eu gosto... e uma que eu odeio'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SMsSVvWDnwI/AAAAAAAAAA4/_uTqbcZbzDs/s72-c/forr%C3%B3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-2002531442295133069</id><published>2008-08-29T21:21:00.004-03:00</published><updated>2009-10-17T10:13:08.015-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Namorados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Olhou para ela, que estava a lhe observar, sorriu e perguntou:&lt;p&gt;

- O que foi?&lt;br&gt;
- Nada não...&lt;br&gt;
- Nada mesmo?&lt;br&gt;
- Nada, quer dizer, eu tava pensando...&lt;br&gt;
- Pensando em que?&lt;br&gt;
- Pensando em você, digo, em como você vê tudo isto, como você lida com isto...&lt;p&gt;

Tinha compreendido onde ela queria chegar, mas mesmo assim fingiu que não só para poder ouvi-la divagar um pouco mais, então disse:&lt;p&gt;

- Não tô te entendendo...&lt;br&gt;
- Às vezes você não sente raiva disto tudo? Do rumo que todas as coisas tomaram, de como nós não temos muito controle sobre tudo isto?&lt;br&gt;
- Não.&lt;br&gt;
- Não! Como é que você pode dizer não?!!&lt;p&gt;

Ela estava um pouco alterada, mas não havia raiva em sua voz, apenas surpresa. Ela esperava que ele também estivesse descontente com tudo isto.&lt;p&gt;

- Você nunca se sente só?&lt;br&gt;
- Sim, às vezes eu me sinto...&lt;br&gt;
- E você não sente raiva disto? Você não fica chateado por estar só, por não ter ninguém? Sei lá, por saber que não existe ninguém que estará ao seu lado pro que der e vier, digo, para o resto de seus dias?&lt;p&gt;

Esperou até que ela terminasse de dizer tudo, olhou para ela, procurou olhá-la nos olhos e viu ternura e insegurança e sabia que era como olhar-se em um espelho, por isso lhe respondeu com calma:&lt;p&gt;

- Não, eu não sinto raiva disto tudo e não, eu nunca fico chateado por estar só.&lt;p&gt;

E antes que ela pudesse lhe interromper o raciocínio, com um pequeno gesto, pediu que ela esperasse um pouco mais e continuou:&lt;p&gt;

- E eu jamais ficaria triste por saber que não existe alguém com quem eu possa passar o resto de meus dias. Isto eu aceitaria tranqüilamente. O que me faria ficar triste, chateado e até mesmo com raiva seria saber que existe alguém com quem eu possa passar o resto de meus dias, mas que de alguma forma eu me visse impedido de ficar com ela. Que por algum capricho do destino, ou como quer que se chame essa sucessão de dias que passam por nós, eu me visse privado da companhia de alguém que eu tivesse certeza de que deveria estar ao meu lado.&lt;br&gt;
- Faz sentido, ela disse, mas eu ficaria fula em qualquer uma dessas situações...&lt;p&gt;

Ficaram um pouco em silêncio, até que ela disse:&lt;p&gt;

- Eu queria me apaixonar por alguém, sabe, assim, perdidamente. Mergulhar de cabeça, sem fechar os olhos e sem medo de me machucar... Mas eu queria que isto fosse recíproco, que alguém mergulhasse junto comigo. Queria poder olhar para alguém e dizer "este é o cara", mas ele teria que olhar para mim e dizer "esta é a mina", Você me entende? &lt;i&gt;Love at first sight&lt;/i&gt;, bateu pegou, essas coisas. Algo rápido, porém profundo e duradouro. Só que, às vezes, eu acho que estou pedindo demais...&lt;p&gt;

Disse isto e deitou-se sobre o chão, olhando para o céu:&lt;p&gt;

- Mas paixão de verdade, sabe? Amor em maiúsculas, negrito e sublinhado em letras garrafais...&lt;br&gt;
- Talvez você já esteja...&lt;br&gt;
- Como assim? Perguntou, levantando-se em um pulo.&lt;br&gt;
- Talvez você já esteja apaixonada, ele completou calmamente, porque, às vezes, a gente quer tanto alguma coisa que nem percebe quando acontece.&lt;p&gt;

Ouviu o que ele disse seriamente e totalmente compenetrada no movimento dos lábios que diziam aquelas palavras tão verdadeiras. Baixou o olhar e tentou disfarçar o sorriso. Em vão. Olhou novamente para ele e disse:&lt;p&gt;

- E você? Você não quer se apaixonar?&lt;p&gt;

Sorriu diante da pergunta e respondeu:&lt;p&gt;

- Querer eu não queria, mas eu acho que estou...&lt;p&gt;

E ela sabia que quando alguém diz que acha sentir alguma coisa é só uma forma insegura de se dizer que se tem certeza.&lt;br&gt;&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-2002531442295133069?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/2002531442295133069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=2002531442295133069&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2002531442295133069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/2002531442295133069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/08/namorados.html' title='Namorados'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-5911405731219728188</id><published>2008-08-27T19:53:00.008-03:00</published><updated>2009-10-17T10:13:08.016-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Mens sana in corpore sano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título deste post é uma citação muito conhecida, tão conhecida que por vezes é um tanto deturpada em seu real significado. Em seu contexto original, faz parte de uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Satires_(Juvenal)#Satire_X:_Wrong_Desire_is_the_Source_of_Suffering" target=_blank&gt;coletânea de poemas satíricos&lt;/a&gt; do poeta romano &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Juvenal" target=_blank&gt;Juvenal&lt;/a&gt;. A intenção do poeta neste texto era a de relembrar a seus concidadões romanos que proferiam orações insensatas pedindo por toda sorte de coisas, que tudo que deveriam pedir era apenas um corpo e uma mente saudável.&lt;br&gt;
Abaixo segue a versão em inglês do poema em questão e, um pouco mais abaixo, uma versão deste mesmo texto no bom e velho Português.&lt;p&gt;&lt;/div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;h3&gt;Satire X: Wrong Desire is the Source of Suffering.&lt;/h3&gt;

&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;
It is to be prayed that the mind be sound in a sound body.&lt;br&gt;
Ask for a brave soul that lacks the fear of death;&lt;br&gt;
Which places the length of life last among nature’s blessings;&lt;br&gt;
Which is able to bear whatever kind of sufferings;&lt;br&gt;
Does not know anger, lusts for nothing&lt;br&gt;
And believes the hardships and savage labors of Hercules better than the satisfactions, feasts, and feather bed of an Eastern king.&lt;p&gt;
I will reveal what you are able to give yourself;&lt;br&gt;
For certain, the one footpath of a tranquil life lies through virtue.&lt;p&gt;
&lt;/div style="text-align: left;"&gt;

&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;h3&gt;Sátira X: O desejo errado é a causa do sofrimento&lt;/h3&gt;

Reze para ter uma mente sadia dentro de um corpo sadio.&lt;br&gt;
Peça por uma alma corajosa que não conheça o medo da morte;&lt;br&gt;
Que coloque a duração da vida passada entre as bençãos da Natureza;&lt;br&gt;
Que seja capaz de lidar com qualquer tipo de sofrimento;&lt;br&gt;
Que não conheça a raiva, nem tenha luxúria&lt;br&gt;
E que acredite que as privações e os trabalhos forçados de Hércules são melhores que as satisfações, os banquetes e a cama de plumas de um rei do oriente.&lt;p&gt;
Eu revelarei o que você é capaz de dar a si mesmo;&lt;br&gt;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila reside na virtude.&lt;p&gt;&lt;/div style="text-align: right;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-5911405731219728188?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/5911405731219728188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=5911405731219728188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5911405731219728188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5911405731219728188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/08/mens-sana-in-corpore-sano_27.html' title='&lt;I&gt;Mens sana in corpore sano&lt;/i&gt;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-7324230475973028975</id><published>2008-08-15T21:35:00.005-03:00</published><updated>2009-10-17T10:18:31.193-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>I can't take my mind off of you</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja a forma como ela balança o corpo lentamente no ritmo da música, me dando a impressão de que a alma abandona o corpo e viaja por lugares desconhecidos. Talvez seja o castanho de seus olhos a fitar os meus ou, quem sabe, apenas a beleza de seu sorriso a colocar uma luz diferente sobre todas as coisas. Pode ser que seja a forma como seu corpo encaixa-se perfeitamente em meu abraço, ou mesmo, a sua preocupação constante com a forma de seus cabelos, tão belos para mim.&lt;p&gt;

Bom, talvez seja algo mais complexo do que sorrisos bonitos e corpos que se encaixam perfeitamente. Pode ser que seja uma fuga de minha realidade querer beber toda esta beleza que vejo em seu rosto, ou mesmo, o medo da solidão me fazendo querer acreditar que o balanço de seu corpo é realmente o mais belo e mais cadenciado de todos os corpos. Ou então apenas uma necessidade de dar vazão a este fluxo de amor que jorra de dentro de minha alma sem um destino certo, como um rio a procurar louca e desesperadamente por um mar onde pudesse desaguar.&lt;p&gt;

Eu simplesmente não sei, mas qualquer que sejam os meus motivos, e mesmo que não sejam nobres as minhas razões, a única coisa que eu realmente sei é que eu não sou capaz de não lhe observar, de não manter meus olhos fixos em você, em cada coisa que você faça e em todas as coisas que me lembram você, como uma criança encantada diante do belo, como um adolescente receoso da grandiosidade do mundo e em dúvida quanto a sua própria grandiosidade.&lt;p&gt;&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-7324230475973028975?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/7324230475973028975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=7324230475973028975&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7324230475973028975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/7324230475973028975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/08/i-cant-take-my-eyes-off-of-you.html' title='&lt;i&gt;I can&apos;t take my mind off of you&lt;/i&gt;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-119017027182930833</id><published>2008-08-07T20:20:00.013-03:00</published><updated>2009-10-17T10:18:31.194-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Considerações'/><title type='text'>Sobre rosas e jardineiros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SJuM11UKjMI/AAAAAAAAAAk/dPP-rJLsTjI/s1600-h/Rosa.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 5px 5px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SJuM11UKjMI/AAAAAAAAAAk/dPP-rJLsTjI/s200/Rosa.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231930248593575106" /&gt;&lt;/a&gt;



&lt;div align="justify"&gt;As pessoas, no aspecto emocional, podem ser separadas em dois grupos distintos: As rosas e os Jardineiros. Foi na série americana &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Will_&amp;_Grace"&gt;Wil and Grace&lt;/a&gt; que ouvi esta comparação e, desde então, tomo isto para mim como uma de minhas poucas verdades.&lt;p&gt;
Num dos episódios desta série, Grace diz a Will que o relacionamento dele não deu certo porque ele é uma Rosa e havia encontrado outra Rosa pra se relacionar, quando, na verdade, devido ao fato dele ser uma Rosa, deveria ter encontrado um Jardineiro.&lt;p&gt;

Esta divisão das pessoas entre Rosas e Jardineiros pode ficar um pouco confusa em português devido ao fato destes dois substantivos terem gêneros opostos (A rosa, O jardineiro), o que não ocorre no inglês (The rose, The gardener). Então, antes de ir mais a fundo nesta teoria, é preciso deixar claro que homens podem ser Rosas e mulheres podem ser Jardineiros.&lt;p&gt;
Basicamente, uma Rosa é alguém que precise de uma atenção especial, necessite ser bem tratado. Uma Rosa precisa ser "regada" todos os dias, "podada" eventualmente, e toda sorte de atenção necessária. Já um Jardineiro é exatamente o contrário da Rosa, e, mais do que o contrário, é o seu complemento. Um Jardineiro é alguém que goste de cuidar, que se sinta bem ao tratar bem outra pessoa. O Jardineiro é a pessoa que irá regar a Rosa, tratá-la bem, podá-la, ou seja, fornecer toda a atenção que uma Rosa necessite.&lt;p&gt; Assim, posto desta forma, fica explícito que, para que um relacionamento dê certo, precisa haver uma Rosa e um Jardineiro. Aguém que precise de cuidado e alguém que sinta prazer ao cuidar.&lt;p&gt;
Os conflitos começam a ocorrer quando temos pessoas iguais convivendo: Entre duas Rosas haverá sempre aquela sensação mútua de que a outra pessoa não se importa, de que a outra pessoa não lhe dá a devida atenção. Entre dois Jardineiros a reclamação constante e recíproca será a de que a outra pessoa não se deixa ser cuidada, não aceita toda sorte de atenção que o outro quer lhe dar e que, além disso, lhe sufoca com uma atenção demasiada.&lt;p&gt;
Bom, é preciso deixar claro que ninguém é totalmente Rosa ou Jardineiro, mas uma destas características se sobressai e define o modo da pessoa agir.
Também não é muito fácil olhar para si mesmo e dizer com certeza "Eu sou uma Rosa" ou "Eu sou um Jardineiro".&lt;br&gt;
Como sempre é mais fácil olhar para o outro e identificar com mais facilidade a característica que se sobressae nele. Mas é preciso treinar o olhar e observar-se com cuidado para tentar descobrir o que realmente somos. Talvez, assim, a procura por outra pessoa se torne mais fácil. Além do mais, a velha regra da natureza ainda é válida: Os opostos se atraem... mas, os semelhantes se reconhecem.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-119017027182930833?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/119017027182930833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=119017027182930833&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/119017027182930833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/119017027182930833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/08/sobre-rosas-e-jardineiros.html' title='Sobre rosas e jardineiros'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V3iz5LHvk8g/SJuM11UKjMI/AAAAAAAAAAk/dPP-rJLsTjI/s72-c/Rosa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-5128226678139594186</id><published>2008-07-30T21:24:00.009-03:00</published><updated>2008-08-06T21:29:17.086-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='forró'/><title type='text'>"Que seja perdido o único dia em que não se dançou"</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SmISweJq6WQ&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SmISweJq6WQ&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; 
&lt;div align="justify"&gt;A frase que dá título a este &lt;i&gt;post,&lt;/i&gt; é atribuída a Nietzche, digo atribuída porque nesta internet de citações apócrifas nada é realmente confiável. Mas indiferente ao fato de quem realmente a escreveu, esta frase é hoje (e espero que também nos dias vindouros) o meu moto perpétuo.&lt;p&gt;

Interessante é olhar para trás e perceber como foi que a dança entrou em minha vida, pois, posso dizer que desde sempre a música esteve presente em minha vida e, ao menos agora, creio ser impossível dissociar a dança da música ou vice-versa.&lt;p&gt;

Sempre achei que dançar fosse algo além da minha capacidade psicomotora, então, mesmo amando (quase) todo tipo de expressão musical nunca tive muito contato com a dança além de um olhar admirado para aqueles que sabiam dançar, mas, um dia, o primeiro contato teria que acontecer: Festa rolando noite adentro, rock'n'roll no volume mais alto possível e a concentração etílica aumentando cada vez mais. Porém, ninguém é de ferro e o rock pesado dá vez a rockinho mais tranquilo, que passa a vez para uma balada e de repente alguém "acha" um CD de forró.&lt;br&gt; Apesar dos protestos gerais acaba tocando. "Vamos lá, é fácil, olha só: é dois prá lá, dois prá cá". Meio a contra-gosto você aceita. Tá todo mundo bêbado mesmo, que mal faz pagar um micozinho diante de tantos king kongs pagos pela vida afora? Você tenta entrar naquele ritmo, e até que não é assim tão difícil, e logo percebe que alguma coisa acontece: a marcação ritmada em conjunto com a música lhe proporciona um prazer diferente. Bom. &lt;br&gt;Então ela lhe diz: "Me gira" "É assim", mostra a forma como o giro deve acontecer, mas gira sozinha, você nada faz (ainda há um longo caminho a ser percorrido até que você compreenda o que é condução e como se conduz uma dama ao giro), mas mesmo assim gosta desta coisa a mais na sua "dança". Um giro. Tão bonito de se ver.&lt;p&gt;

A música acaba, mas começa outra. Agora é você quem quer dançar. "Vamos?" A festa acaba, outras vêm. Você faz questão de colocar um forrózinho no final, mas logo percebe que precisa de mais. Uma ou duas músicas no fim de uma festa, para você, agora, é pouco. Você quer mais. Quer entender. Quer melhorar. Ainda nem sabe o que precisa ser melhorado, mas quer melhorar.&lt;p&gt;
Quer aprender a dançar.&lt;/div align="justify"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-5128226678139594186?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/5128226678139594186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=5128226678139594186&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5128226678139594186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/5128226678139594186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/07/que-seja-perdido-o-nico-dia-em-que-no.html' title='&quot;Que seja perdido o único dia em que não se dançou&quot;'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-82634013265911158.post-398478568968907449</id><published>2008-05-11T15:48:00.000-03:00</published><updated>2008-05-11T16:55:15.720-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zeca baleiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zé geraldo'/><title type='text'>Da série: Canções que eu gostaria de ter escrito</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Na barra do seu vestido (Zé Geraldo/Zeca Baleiro)&lt;/b&gt;&lt;p&gt;

Qualquer dia desses vou descer as ruas;&lt;br&gt;
Vou entrar nos bares, vou beber os mares&lt;br&gt;
Pra criar coragem e te procurar.&lt;p&gt;

Vou pela Fradique cantando um bolero;&lt;br&gt;
Feito um Waldick, gentil e sincero;&lt;br&gt;
Coração errante que só quer amar.&lt;p&gt;

Desço a Purpurina onde a tarde brilha;&lt;br&gt;
Sob a minha sina, sol e maravilha;&lt;br&gt;
E o peito em brasa desejando brisa.&lt;p&gt;

Na rua Harmonia escrevo um poema;&lt;br&gt;
O céu é um cinema quando finda o dia.&lt;p&gt;

Sou bailarino gira-mundo, poeta sem endereço, &lt;br&gt;assustado e vivido;&lt;br&gt;
Um menino encantado que sonha viver pra sempre &lt;br&gt;na barra do seu vestido.&lt;p&gt;

Em tempo: Esta canção está no disco &lt;a href=http://zegeraldo.uol.com.br/loji/loji.asp target=_blank&gt;O Catadô de Bromélias&lt;/a&gt; de &lt;a href=http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Geraldo target=_blank&gt;Zé Geraldo&lt;/a&gt;. &lt;br&gt;É possível ouvi-lo no site da &lt;a href=http://www.novabrasilfm.com.br/site/?dir=central&amp;id=665 target=_blank&gt;Nova FM&lt;/a&gt;, mas é necessário fazer um cadastro antes.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/82634013265911158-398478568968907449?l=stive-ferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/feeds/398478568968907449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=82634013265911158&amp;postID=398478568968907449&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/398478568968907449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/82634013265911158/posts/default/398478568968907449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://stive-ferreira.blogspot.com/2008/05/da-srie-canes-que-eu-gostaria-de-ter.html' title='Da série: Canções que eu gostaria de ter escrito'/><author><name>Stive Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877480312309906058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_V3iz5LHvk8g/SCdYXfT3uVI/AAAAAAAAAAQ/Z-v_nwjTJFU/S220/C%C3%B3pia+de+IMG_0364.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
