E não trago flores em meus braços;
Nem há flores em seu jardim;
Quando eu amanheci nesta manhã cinzenta;
Meu desejo não era construir um novo começo;
Posto que toda a minha esperança é ver diferenciar este fim.
Eu estou em frente ao portão de sua casa;
E a chuva que não toca o meu corpo;
Não molha as flores de seu jardim;
Quando você trovejou e relampejou em um dia ensolarado;
Meus olhos viram uma vertigem se aproximar;
Abrir um abismo sob os meus pés e me tragar.
Eu estou em frente ao portão de sua casa;
E meus passos indecisos não me mostram uma direção;
Nem podem me levar até as flores de seu jardim;
Era ainda manhã clara quando a noite fez-se forte em seu coração;
E meu amanhecer tornou-se luta entre as sombras que se formam na escuridão.
Eu estou em frente ao portão de sua casa;
E minhas lembranças me procuram em um desejo de se reavivar;
Mas eu não procuro pelas flores de seu jardim;
Quando a melodia de sua voz fazia o mundo girar e me entorpecia;
Eu não fora capaz de perceber que você anoiteceu enquanto eu ainda amanhecia.
Eu estou em frente ao portão de sua casa;
Eu sou uma flor em seu jardim.
0 comentários:
Postar um comentário