Mas o jeito dela;
O jeito dela ser ela fora dela;
Como se ela estivesse a procurar por ela;
Sei lá... Isso é coisa dela.
O que mais me fascina nela;
É ver o rádio cantar a música junto com ela;
Dançando no ritmo dela;
Inventando uma letra diferente daquela;
Tornando tarefa difícil, senão impossível, o meu desejo de querer cantar com ela.
Mas, às vezes, eu canto com ela;
Outras vezes, brincando de cantá-la, eu canto pra ela.
E falo de um amor que não existe só pra me banhar no sorriso dela;
E invento uma saudade de momento só pra ter do que falar pra ela.
Às vezes ela finge que não acredita, mas, fingir que não entende é o charme dela;
E eu pinto de cinza os dias multicoloridos que eu canto pra ela.
O que mais me fascina nela não é ela;
É o jeito dela ser ela;
Sem querer ser aquilo que não é ela;
Sem se importar com aquilo que não é dela.
Então eu faço uma canção pra ela;
Dizendo como é bom ficar perto dela;
Cantando a saudade que eu sinto dela;
Harmonizando o amor que eu guardo pra ela.
Mas eu traio a mim mesmo quando me vejo refletido no brilho do olhar dela;
E digo que a canção não é pra ela;
E digo que meus versos não são sobre ela.
E ela, que sempre fizera de minhas mentiras a verdade dela;
Não consegue perceber que a minha verdade é outra mentira pra ela.
E já não há vestígios dela;
Nem de terras distantes me chegam notícias sobre ela;
Então eu utilizo uma figura de linguagem para prestar uma homenagem a ela;
Pois, tudo o que me restou é apenas uma canção e o meu fascínio por ela.
2 comentários:
Oi...que lindo o que vc escreveu...
quem é ela hein...
bj Nilde
Fantástico!!!
Dialético, leve e musical.
Gosteeei bastente desse seu poema. Até salvei aqui.
Beijinhos,
Fê
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