sábado, 19 de fevereiro de 2011

Se... por acaso (If... by chance)

Se... por acaso...

Se você, por acaso, passasse por mim, talvez você não fosse capaz de me reconhecer a um primeiro momento. Por que a forma como eu aprendi a manter a minha cabeça erguida desviaria suas lembranças para um pequeno garoto que tinha dificuldade em encarar o mundo sem medo.

E você continuaria seu caminho em frente sem ao menos olhar para trás.

Se os nossos olhos, por acaso, se encontrassem, provavelmente, por um breve momento, você acreditaria que aquela pessoa à sua frente tocou alguma coisa no fundo de sua alma. Entretanto, devido a improvável força que você veria nestes olhos,você não acreditaria que estes olhos (que agora vêem o mundo com um pouco de indiferença lhe fazendo duvidar se esta indiferença é porque eles não se importam ou apenas porque eles gostariam de passar a impressão de que não se importam.) são os mesmos olhos que você lembra-se de ter conhecido, uma vez que eles não são nada parecidos.

E um pouco abalada pela confusão onde você acabou se encontrando, você seguiria seu caminho em frente sem ao menos olhar para trás.

Se nossos corpos, por acaso, tocassem um ao outro por um breve momento, mesmo que suas lembranças não conseguissem ver um pequeno garoto no homem que passa tão próximo de seu corpo ou mesmo que seus olhos não pudessem decidir indubitavelmente no crescimento da auto-estima, certamente, o calor de nossos corpos iriam nos levar de volta a um tempo em que jovens corações faziam planos sem saber que planos feitos com tão pouca idade normalmente dão errado.

E mesmo que nós dois continuássemos nossos caminhos em frente seria quase impossível não olhar para trás.

If... by chance...

If you by chance pass by me, maybe you wouldn’t be able to recognize me at a first sigh. Because the way I’ve learned to keep my head up right would misguided you to a little boy who used to find it hard to face the world fearless.

And you would keep your way ahead without looking back.

If your eyes by chance meet my eyes, probably, for a brief moment, you would believe that that person in front of you has touched something deep inside in your soul. Although due to the unlikely strength you would see in those eyes, you would not believe that those eyes (which now see the world with a little bit of indifference making you doubt weather that indifference is because they don’t care or just because they want to pass the impression that they really don’t care) are the same eyes you remember knowing just because they don’t fit each other well.

And a little dizzy about the confusion you find yourself in you would keep your way ahead without looking back.

If our bodies by chance touch each other for a little while, even if you can’t recall a little boy from the man who would pass closely by your side or even though your eyes won’t be able to decide doubtless in the growth of confidence, certainly, the warmness bodies’ touch would hijack us back to a time where young hearts used to make plans without knowing that plans which are made in a so early age normally went wrong.

And even both of us keeping our way ahead it would close to impossible not looking back.

4 comentários:

Fernanda Elisa disse...

Lindo!

Amores do passado... inspirações do presente.

Adorei, mais uma vez, Stive.

p.s.: Obrigada pelos parabéns! ;)

Bjooos

Jô Angeℓ disse...

Como sempre, texto maravilhoso! Beijo!!

Júlio da Luz disse...

oi

Josy Poulain disse...

Stive querido, quando tempo.
Sempre bom passar por aqui.

abraço na alma.